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my green story

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27
Abr22

Alimentação saudável versus desperdício alimentar

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Cada vez há mais pessoas preocupadas em fazer uma alimentação saudável. Para mim, a base de uma alimentação saudável é a variedade. É comer um bocadinho de tudo, abusando nos vegetais e variando no tipo e cor. Uma alimentação saudável é normalmente colorida. Não é regra, mas bate certo quase sempre.

Mas também já disse por aqui inúmeras vezes, que não basta comer legumes e frutas para ser saudável. É essencial comer preferencialmente alimentos de produção biológica, ou o mais próximo disso possível, e se forem de produtores locais ainda melhor. Assim, estaremos a ser saudáveis e amigos do ambiente em simultâneo.

E a propósito de alimentação saudável, lembrei-me do desperdício alimentar. Basta fazer uma sopa para ver a enorme quantidade de cascas que desperdiçamos. E quando se tem quintal é muito fácil fazer compostagem com esses restos, e assim teremos um excelente adubo para as nossas plantas. Quando se vive num apartamento, a coisa torna-se um bocadinho mais complicada. Por isso seria muito importante que os municípios começassem a implementar sistemas de compostagem comunitária, e recolhessem esses desperdícios nas nossas casas.

Por isso comecei por ilustrar este artigo com uma imagem de um prato feito com restos de legumes que tinham sobrado de outra refeição. Uma forma de aliar a poupança ao combate ao desperdício.

Mas mais grave ainda que estarmos a deitar no lixo esses quilos de restos de comida, é deitar fora alimentos que poderiam servir para alimentar outras pessoas. Sei que já há alguns supermercados que doam alguns alimentos cuja validade está quase a expirar a instituições. Mas a verdade, é que digam o que disserem, isso ainda não é a regra. Basta passear em alguns supermercados das grandes cadeias para ver muitas vezes fruta e legumes a apodrecer nas prateleiras. E se é verdade que por vezes fazem campanhas para escoar produtos cuja validade está a terminar, muitas vezes não o fazem.

E vou dar-vos um pequeno exemplo, que se passou comigo há uns dias. Fui ao supermercado pois queria comprar courgettes. Vi que tinham courgettes biológicas, quase ao dobro do peço das outras, que eu teria comprado, não fosse o caso de já estarem a apodrecer nas pontas. Não teria sido mais inteligente da parte deles colocar o produto mais barato. Assim eu teria comprado, mesmo sabendo que uma parte não seria aproveitável. Mas seria bem melhor que ir tudo para o lixo. E basta passar atentamente em muitas destas grandes superfícies para ver que isto acontece frequentemente.

E é tudo uma questão de fazer uma gestão inteligente dos recursos. É preferível vender muito mais barato, do que não vender. E é preferível comer meia peça de fruta, mesmo tendo de tirar a parte podre, do que deitar tudo no lixo.

Isto já para não falar da enorme quantidade de alimentos que são produzidos e nem sequer chegam aos supermercados… esses vão diretamente para o lixo. Porque é que criámos tantas regras para a fruta e tamanhos e etiquetas que só nos fazem ter práticas anti-ambientais e promotoras do desperdício. É uma coisa que me pergunto frequentemente. E como é que não nos mobilizamos para alterar esta legislação?

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Eu que costumava ter figos maravilhosos, totalmente biológicos, quase selvagens, se os quisesse vender no supermercado podia? Ou tinham de ser submetidos a um processo de medição e etiquetagem, ou embalamento, e quando chegavam ao consumidor já não estavam nas mesmas condições. Falei nos figos porque são um produto extremamente perecível, e são excelentes se forem apanhados e comidos quase de seguida.

E qual é a vantagem para o produtor de ir acrescentar etapas tão pouco amigas do ambiente. Só vai criar entropia no sistema e aumentar custos. Confesso que para o consumidor também não vejo vantagem nenhuma. Então porque não repensar toda a cadeia? Porque não criar forma de os pequenos produtores poderem escoar os seus produtos. Porquê não apostar em práticas mais amigas do ambiente?

Às vezes basta pensar um bocadinho para perceber que todo o sistema está errado. Como é que podemos continuar a dizer que temos de apostar na economia circular, e continuamos a fazer o contrário. Assim não passa de propaganda, e não resolvemos nada.

O certo é que o relógio continua a contar, as alterações climáticas estão a acontecer em tempo real, e se não começamos a pensar nestes assuntos de forma séria, não vamos a lado nenhum.

Não podemos continuar a perpetuar os mesmos erros. O futuro do Planeta depende de nós!

19
Abr22

Benefícios do Abacate

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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O abacate é um superalimento, já deve ter ouvido falar dos benefícios da sua ingestão…

E escolhi o abacate quase em jeito de provocação. Pois pode ser saudável e amigo do ambiente, mas a sua produção intensiva é o oposto disto… E isto prova, que em muitas situações, não há verdades absolutas. O ser benéfico para o ambiente, depende de vários fatores.

Mas voltemos ao abacate. O abacate é uma fruta rica em vitaminas C, E e K, e minerais como o potássio e magnésio, que ajudam a hidratar e a manter a saúde da nossa pele e cabelo. Além disso, contém gorduras insaturadas como o omega-3, que são benéficas para a nossa saúde, pois atuam como antioxidante, ajudando a diminuir o colesterol, a prevenir doenças cardíacas e a melhorar o desempenho do nosso cérebro.

É rico em fibras, que aumentam a sensação de saciedade e ajudam a regular a absorção dos açúcares a nível intestinal, sendo um aliado no combate à diabetes. No entanto, deve ser ingerido em pequenas quantidades, pois é extremamente calórico, pois é rico em gorduras. Gorduras essas, as chamadas gorduras saudáveis, que são benéficas para a nossa saúde, mas facilmente nos fazem ganhar mais uns quilinhos…

O consumo regular de abacate contribui para uma pele bonita e hidratada, evita o envelhecimento das células da pele pois é rico em antioxidantes. Também ajuda a manter o cabelo bonito e hidratado. Ajuda a ganhar massa muscular, se for ingerido antes da prática de exercício físico, pois é rico em gorduras boas e proteínas, que proporcionam energia para realizar o treino, e ajudam à recuperação muscular. Também é rico em magnésio, e potássio, que ajudam a combater a fadiga e a evitar as cãibras durante o treino.

O abacate é rico em ácido fólico e, por isso, o seu consumo regular ajuda a estimular a formação de células sanguíneas, como hemácias, plaquetas e glóbulos brancos, ajudando a fortalecer o sistema imunitário e a prevenir anemias. Além disso, é uma excelente opção para ser incluída na alimentação de mulheres que pretendem engravidar ou que estão no primeiro trimestre de gravidez, pois o ácido fólico é importante na formação do sistema nervoso do bebé.

O omega 3 é benéfico para a saúde do nosso cérebro. Além disso, por ser rico em ácido fólico e magnésio, também ajuda na prevenção da depressão, demência e Alzheimer, pois participam na síntese de neurotransmissores que ajudam a melhorar não só a memória, mas também a concentração e a motivação.

Tudo isto são excelentes motivos para consumir abacate. Mas sabemos que o seu consumo pode ser bastante prejudicial para o ambiente se for proveniente de explorações intensivas, que consomem elevadas quantidades de água e recorrem a fitofarmacêuticos prejudiciais à saúde e ao ambiente. Se forem importados, ainda pior, pois têm de viajar longas distâncias. O transporte é responsável por muitas emissões de dióxido de carbono e outros poluentes.

Mas o abacate pode ser facilmente cultivado nos nossos quintais. É praticamente autossuficiente, e apenas necessita de estar numa zona protegida de geadas, preferencialmente serem pelo menos dois, e ser regado com alguma frequência. Mas o facto de gostar de água não é necessariamente mau. Afinal de contas podemos aproveitar os restos das águas da lavagem dos legumes, o que aqui por casa se faz em abundância. Por isso até dá jeito ter plantas que gostem dessa água. Não se esqueçam que quando estão a reaproveitar água das lavagens de fruta e legumes, estão a contribuir de forma muito positiva para a regulação do ciclo hidrológico.

E assim ganhamos todos! Ganham as árvores que agradecem essa água, evitamos que essa água entre no sistema de esgotos, evitando assim a necessidade de tratamento, e estamos a alimentar os lençóis freáticos, pois alguma dessa água acabará por se infiltrar, e no fundo estamos a praticar uma agricultura totalmente biológica.

Além disso a árvore do abacate é bonita e embeleza o seu jardim. Ganha assim uma forma simples e económica de comer abacates, protege a sua saúde e a do ambiente.

14
Abr22

Alimentação saudável

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Comer de forma saudável, e com sabor, pode ser muito mais simples do que imagina. Muitas vezes basta dar mais atenção aos alimentos, variar e comer muito mais ao natural, sem grandes preparações, dando preferência a frutas e legumes da época.

Mas comer de forma saudável não se resume a comer mais frutas e legumes. A forma como esses alimentos são produzidos tem um impacto directo na nossa saúde, já para não falar no ambiente. É essencial comer frutas e legumes produzidos sem recurso a pesticidas.

Cada vez há mais pessoas que defendem que para se ser saudável e amigo do ambiente é preciso ser vegan.

Eu não concordo!

Mas não há dúvida que as nossas escolhas em termos de alimentação têm um enorme impacto no planeta. Mas tem sobretudo a ver com a forma como são produzidas.

Claro que reduzirmos o consumo de carne é sempre positivo, e devemos ter sempre em atenção à forma como essa carne é produzida. Quanto mais próximo do estado natural viverem os animais, mais felizes serão e menor impacto terão no ambiente.

A questão é complexa, pois posso até ser vegetariano, e ainda assim a minha alimentação ter um enorme impacto no ambiente, pois se consumir vegetais produzidos de forma intensiva, onde sabemos que os adubos de síntese, e os pesticidas são utilizados intensivamente, estarei não só a fazer mal ao ambiente, como à minha saúde.

Com a escalada dos preços dos combustíveis, e dos adubos e pesticidas, muitos deles feitos de derivados do petróleo, devia-nos fazer repensar a forma como fazemos agricultura. Devia-nos fazer repensar toda a economia, e dar mais atenção à produção nacional, que com mais formação e apoios numa fase inicial, teria todas as condições para se reinventar e passar a práticas mais amigas do ambiente.

E é urgente que isto aconteça, não só pelo impacto negativo que a agricultura intensiva tem em termos ambientais, com poluição e destruição de solos, poluição dos lençóis freáticos, elevado consumo de água.

Precisamos de mudar a forma como fazemos agricultura, até porque é a base da nossa alimentação. E, a forma que nós enquanto consumidores temos de contribuir para a mudança, é optar por comprar produtos de produção biológica, ou produtos que mesmo não sendo certificados, sabemos que são produzidos de forma mais natural, sem tanto recurso a pesticidas.

Outra opção importante é comer produtos de produção local, e produtos da época. Produtos que não tenham de percorrer longas distâncias para chegarem até nós, pois o transporte também tem elevado impacto ambiental.

E se tiver um pequeno quintal, porque não ter uma horta em casa. Tente informar-se sobre práticas agrícolas mais amigas do ambiente, misture culturas, não use químicos, e vai ver que vai ter produtos mais saudáveis e mais amigos do ambiente.

Ter uma horta em casa é uma excelente forma de ter uma alimentação mais variada, mais equilibrada, e cheia de sabor.

E para quem não tem quintal, até na varanda conseguimos plantar alguns legumes, e as ervas aromáticas que usamos na nossa alimentação. Vamos estar a poupar dinheiro, sabemos a origem do que comemos, e além disso estamos a ter um impacto ambiental positivo.

Rodear-nos de plantas também é essencial para o nosso bem-estar físico e mental, até porque elas têm a capacidade de absorver metais pesados, e outros poluentes muito nocivos para a nossa saúde. Assim, estaremos a purificar o ar da nossa casa, a comer alimentos saudáveis, e a proteger o ambiente.

Só vantagens!

 

 

23
Mar22

Dia Mundial da Água!

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Dia Mundial da Água celebrou-se ontem, dia 22 de março. Este dia visa alertar as populações e os governos para a necessidade urgente de preservação e poupança deste recurso natural tão valioso.

A situação de seca, que neste último ano tem afetado Portugal e toda a Península Ibérica deve preocupar-nos a todos os níveis, e alertar-nos para a necessidade de proteger este recurso cada vez mais escasso. Até porque as previsões apontam para períodos cada vez mais longos sem precipitação, e para precipitações intensas e de curta duração quando acontecem. Por isso temos de nos preparar para este cenário, não só através da adoção de medidas de adaptação e mitigação das alterações climáticas, como através da adoção de hábitos de poupança de água.

Vou dar algumas dicas muito simples, mas que poderão ajudar a poupar centenas de litros de água por mês. Por vezes é muito mais simples do que imagina. E é tudo uma questão de hábito. No início pode custar um bocadinho, mas se nos regrarmos, rapidamente estes hábitos começam a fazer parte do nosso dia-a-dia de forma mecânica, e já nem temos de pensar para os por em prática.

Uma coisa que não consigo evitar reparar, é que a grande maioria das pessoas, quando lava as mãos, ou a loiça, ou até hortaliça, abre a torneira no máximo. E se a torneira não tiver redutores de caudal, vai estar a gastar cerca de 12l de água por minuto.

Mas não precisa abrir a torneira toda para fazer essas coisas. Consegue fazê-las de forma igualmente eficaz se abrir só um bocadinho a torneira. Basta ter o cuidado de só abrir um bocadinho a torneira. A pouco e pouco isto vai tornar-se um hábito, e vai estar a poupar dezenas de litros de água. E com mais uma vantagem, não salpica água para todos os lados, como acontece quando a torneira está aberta no máximo.

Outra coisa que eu faço, é usar alguidares para lavar as hortaliças. No final aproveito essa água para regar os vasos e as árvores.

Também costumo ter um alguidar com água limpa para passar as mãos por água, e os utensílios de cozinha, sem usar detergente, depois também uso essa água para rega.

Outra coisa muito simples que pode fazer é usar um copo para lavar os dentes. Em vez de ter a água sempre a correr, enche um copo com água, e aí terá toda a água necessária para lavar os dentes. Vai estar a poupar muita água.

Quando lavar as mãos, ou tomar banho, feche sempre a torneira quando se está a ensaboar. Pense bem na quantidade de água que está a ir diretamente para o esgoto quando não fecha a torneira.

O duche ou banho de imersão exagerados são responsáveis por grande parte do desperdício do consumo médio de uma habitação. Cada banho de imersão gasta cerca de 200 litros, e um duche prolongado pode levar bem mais de 100 litros. Por isso, opte por duches rápidos de 5 minutos, e feche a torneira enquanto se ensaboa.

Lavar a loiça à mão também representa um grande consumo de água, sobretudo se tiver sempre a torneira aberta.

Evite lavar loiça à mão, mas se tiver de lavar faça como as nossas avós, um alguidar para lavar a loiça, outro para enxaguar, nada de ter a torneira a correr! Mas, sempre que possível utilize a máquina de lavar loiça. E tente usar a máquina com a carga completa. Vai estar a poupar água e energia.

O mesmo para a máquina da roupa. Utilize sempre a máquina com a carga completa e no programa económico, a baixas temperaturas. Utilize também detergentes que sejam amigos do ambiente e que produzam pouca espuma.

Tenha também cuidado com o autoclismo. Ajuste o autoclismo para o volume de descarga mínimo. Se for um autoclismo antigo, que não permite regular a descarga, não pressione a totalidade do botão, assim a descarga será menor.

Poderá ainda encher uma garrafa de água de 1,5l, e introduzi-la no depósito do autoclismo, sem bloquear o sistema de descarga. Assim, vai poupar água sempre que descarregar o autoclismo, porque o depósito terá menor quantidade de água.

Outra coisa que para mim é óbvia, mas já percebi que para muitos não é, é Não deitar lixo na sanita, pois desta forma evitará descargas desnecessárias. Além disso estará a contribuir para facilitar o tratamento da água dos esgotos, e evitar entupimentos na sua canalização.

Lembre-se, sempre que poupar água está a proteger o seu futuro e dos seus filhos!

Proteja o ambiente, está nas suas mãos.

21
Mar22

Dia da Árvore!

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Hoje, dia 21 de Março comemora-se o dia da árvore. É um dia de extrema importância, pois muitas, mesmo muitas pessoas ainda não percebem a verdadeira dimensão da importância das árvores a diversos níveis. Sem elas não há vida no planeta, são elas que nos fornecem o oxigénio que respiramos, são suporte de biodiversidade, mas são sobretudo, aliados essenciais para combater as alterações climáticas, quer a nível da mitigação quer a nível da adaptação. Quer isto dizer que são essenciais para absorver gases poluentes e assim reduzir as emissões de CO2, e deste modo contribuir para desacelerar a evolução das alterações climáticas. Mas também são essenciais para nos adaptarmos melhor a essas alterações, que já estão a acontecer. Ajudam a regular a temperatura, a regular o ciclo hidrológico, a fixar os solos. Mesmo assim continuam a ser muito mal tratadas…

Por isso, é essencial relembrar o dia da árvore, e aproveitar para alertar para a importância que elas têm na nossa saúde, na resiliência das nossas cidades, e na nossa própria sobrevivência.

Plantar árvores é uma maneira incrivelmente barata e simples de melhorar o bem-estar das pessoas numa cidade. Porque é que continuamos a fazer o contrário?

Devíamos todos preocupar-nos com a qualidade do ar nas nossas cidades. Tantas campanhas que há a alertar para os malefícios do tabaco, mas esquecem-se de dizer que o ar poluído pelos escapes dos nossos automóveis é bem mais nocivo para a nossa saúde. E as árvores são o único mecanismo capaz de purificar o ar.

Se ainda tem dúvidas da importância das árvores, faço aqui um breve resumo da sua importância em meio urbano:

1.embelezam as cidades e promovem o bem-estar físico e psicológico;

  1. Filtram o ar e reduzem a poluição;
  2. Oferecem sombra e refrescam o ambiente;
  3. Absorvem dióxido de carbono e ajudam a mitigar as alterações climáticas
  4. Aumentam e protegem a biodiversidade;
  5. Produzem alimento e matérias-primas;
  6. Melhoram as condições do solo e evitam a erosão;
  7. Reduzem a poluição sonora;
  8. Protegem contra ventos, cheias e chuvas torrenciais;

Em resumo, mais árvores nas cidades significa melhor qualidade de vida!

15
Mar22

Pequenas Mudanças

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Por vezes basta mudarmos a nossa forma de pensar, a nossa atitude em relação ao mundo, para, a pouco e pouco, irmos mudando os nossos hábitos. E o que vos peço é que pensem no impacto que tudo o que fazemos tem no ambiente. E que precisamos deste maravilhoso Planeta para viver.

Vou dar-vos um exemplo, eu adoro roupa, e tenho muita dificuldade em resistir a comprar coisas novas, mas na realidade pouco compro. Muitas vezes chego ao ponto de experimentar, mas depois começa a pesar-me a consciência. Começo a pensar no impacto que isso vai ter no ambiente. É que não é só a minha camisola, ou o meu vestido, é pensar nisso multiplicado por milhares, por milhões de pessoas. O impacto brutal que isso tem. Se não começarmos todos a reduzir, estamos a ir por um caminho sem saída.

E isso repete-se com todo o tipo de objectos. Quantas coisas compramos das quais não precisamos realmente? Temos de começar a formatar a nossa mente para pensar nestas coisas. E não se trata apenas do impacto que tem a produção, com a consequente poluição, emissão de dióxido de carbono e consumo excessivo de água. E a indústria da moda é grande responsável pela poluição de muitos cursos de água é a provocada pela indústria da moda. Outra grave consequência são os resíduos produzidos. Tantas, mas tantas pessoas que deitam toneladas e toneladas de roupa no lixo. E mesmo aquelas que têm o cuidado de encaminhar as roupas que já não querem para os respectivos ecopontos de recolha, a verdade é que muitos dos tecidos são muito difíceis de reciclar.

Por isso, temos de reduzir o consumo. Só reduzindo o consumo, conseguimos reduzir a quantidade de lixo produzida.

Parece uma pescadinha de rabo na boca. Mas é assim mesmo, e este pensamento tem de alargar-se a diversas dimensões. O nosso primeiro pensamento tem de ser evitar consumir, depois evitar o desperdício reutilizando, e quando isso já não for possível, encaminhar para a reciclagem.

São tantas as dimensões sobre as quais temos de atuar, da poupança de água e energia, à reciclagem, à redução do consumo, à redução da produção de lixo. Temos de mudar a forma como nos deslocamos, como desenhamos as nossas cidades, como desenhamos as nossas casas, como nos alimentamos.

23
Fev22

Precisamos de mais árvores!

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Há cerca de 2 semanas saiu uma notícia na revista “Mensagem” com o título “Lisboa precisa de mais árvores para enfrentar o calor que aí vem”.

E não há dúvidas que Lisboa precisa de mais árvores, mas as outras cidades também precisam. Cidades, vilas e aldeias precisam de mais árvores para combater o efeito das alterações climáticas. E em especial no Alentejo, precisamos de mais árvores se não queremos assar no Verão.

Pena que decisores políticos, técnicos das autarquias e população em geral ainda não tenham percebido isto. E não são amostras de árvores, ou arbustos que nos vão salvar. Pelo menos não sozinhos. Precisamos de árvores de grande porte, que deem sombra a sério, e que com a frescura das suas folhas consigam ajudar a tornar a temperatura mais amena e os espaços mais confortáveis.

É com muito agrado que vejo estudos sobre este tema a serem publicados e a virem dar credibilidade científica àquilo que já defendo há tantos anos. Aliás nós aprendíamos na escola em bem tenra idade que as árvores fazem a fotossíntese. Para isso, absorvem luz solar e dióxido de carbono. Libertam oxigénio e vapor de água. Funcionam como um depurador de ar e ar-condicionado natural.

Por esses motivos e muitos outros, as árvores e os espaços verdes em geral são essenciais no combate às alterações climáticas, e têm impactes positivos em diversas questões relacionadas com o ambiente, como a preservação dos solos, a melhoria da qualidade do ar, a regulação do ciclo hidrológico, isto é, o ciclo da água.

A floresta é essencial para o equilíbrio do Planeta, e no combate às alterações climáticas. Mas também não podemos esquecer que atualmente as cidades, apesar de ocuparem apenas cerca de 2% da superfície terrestre, são responsáveis por mais de 60% das emissões de gases do efeito estufa. Ou seja, é nas cidades que se encontra uma das maiores oportunidades de se reduzir a emissão de CO2, e assim combater as alterações climáticas. E, como já vimos anteriormente, um dos melhores aliados que podemos ter na redução da concentração de gases com efeitos de estufa, são as árvores e os espaços verdes em meio urbano, que têm a capacidade de absorver esses gases poluentes.

Além disso, conseguem reduzir significativamente a temperatura nas cidades no verão, reduzindo assim o consumo energético com a climatização. Mas protegendo também vidas humanas. Cada vez estamos mais expostos a fenómenos extremos, e a probabilidade de haver ondas de calor é cada vez maior. E são os mais vulneráveis e os mais desfavorecidos que mais sofrem com estes fenómenos.

Por isso, ao plantarmos árvores nas nossas cidades, estamos a salvar vidas. Não só porque proporcionamos um ambiente mais confortável, mas também mais resiliente, mais capaz de dar resposta a esses fenómenos extremos. Por outro lado as árvores absorvem os gases nocivos e fixam partículas poluentes, evitando assim muitas mortes associadas a doenças respiratórias e cancerígenas. A vegetação em meio urbano desempenha um papel essencial na qualidade do ar.

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Além disso, as árvores aumentam a retenção de água. Não só porque aumentam as áreas permeáveis, mas porque a própria vegetação ajuda a reter água, e ajuda a que a mesma se infiltre no solo.

A Vegetação melhora o microclima. A existência de árvores e outra vegetação nas cidades ajuda a tornar as temperaturas mais amenas. Isto significa que se criam espaços mais frescos no verão, e menos frios no Inverno. Desse modo está-se a reduzir duplamente as emissões de carbono. Reduzimos emissões porque poupamos energia em climatização, e reduzimos a quantidade de dióxido de carbono presente no ar, porque é absorvido pela vegetação.

02
Fev22

Energia nuclear

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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A Comissão Europeia quer incluir a energia nuclear e o gás nas fontes de energia “verdes”, isto é, “amigas do ambiente”.

Com esta nova rotulagem “verde”, pretende que sejam considerados fontes de energia seguras e viáveis na transição da Europa para a neutralidade carbónica.

A Alemanha e Áustria têm sido fortes opositores a desta ideia, e inclusivamente a Áustria anunciou que levará a Comissão a tribunal se a proposta for por diante. Felizmente Portugal também se tem manifestado contra esta decisão, mas o que me assusta é que os restantes membros não percebam a gravidade do que está a ser proposto.

O relógio climático faz tiquetaque para o desastre e, para evitar essa catástrofe, o consenso é que o Mundo deve caminhar para uma produção de energia baseado em fontes renováveis, limpas e baratas. Mas o nuclear não é a solução!

Confesso que esta coisa da taxonomia verde me irrita profundamente quando é usada para disfarçar de amigo do ambiente aquilo que é altamente nocivo.

A energia nuclear tem lixo tóxico e radioactivo que não se consegue tratar. Tem inúmeros riscos. No entanto, continua a haver um grupo de “supostos ambientalistas” que defendem a energia nuclear, porque há sempre interesses instalados nestas obras de grande dimensão e que envolvem muitos milhões, e que nós continuamos a financiar…

Em Portugal, com o clima que nós temos, a forma mais barata de produzir energia é através da instalação de painéis solares fotovoltaicos, seguida das eólicas. Tudo energias limpas, sem riscos para a nossa segurança.

Hoje o “Verde” serve para tudo. Se queremos vender é verde! Os discursos falam em sustentabilidade, mas é tudo conversa da treta. O verde não pode continuar a ser um truque de marketing, e cabe à sociedade civil fazer pressão para mudar de paradigma.

A energia nuclear não serve para nada na mitigação das alterações climáticas, até porque o nuclear precisa de muita água, e com as alterações climáticas cada vez há menos água, essencial para arrefecer os reactores. Além disso o nuclear é uma tecnologia que consome elevadas quantidades de urânio, e a sua extração tem elevados custos ambientais.

Temos o exemplo aqui ao lado em Espanha, onde temos zonas imensas inteiramente devastadas, com centenas de pessoas expulsas das suas terras, e muitas pessoas mortas com cancros e leucemias. Isto já para não falar das zonas onde se faz a extração de urânio sem o mínimo de condições. Como é que a união europeia pode continuar a compactuar com a exploração das pessoas?

E, como é que se pode controlar as emissões radioativas das centrais?

Temos de perceber que tudo o que fazemos acaba por ter impactos ambientais, que se espalham no território, e que acabam por ser sentidos muito além do local onde estão implantados.

Lembremo-nos do caso de Chernobil. Já passaram 35 anos e aquela zona continua a estar altamente contaminada. Todos os animais que ali habitam têm enfermidades, e apenas lá moram os velhos que querem morrer nas suas terras. Não será este um custo demasiado alto a pagar para produzir energia? Isto tem muito mais impacto ambiental que o petróleo! Mas não esqueçamos que a maioria destas decisões não tem a ver com o melhor interesse das populações nem com a preservação do ambiente, tem que ver apenas com interesses políticos ou de determinados lobbies de grupos financeiros.

E depois há aqui um outro ponto muito importante, o uso sustentável da água e dos recursos marinhos. Como é que podemos achar que lançar toneladas de litros de águas radioativas nos cursos de água e no mar é usar a água de forma sustentável?

Estamos a destruir a nossa saúde e a do nosso Planeta. Não vos faz lembrar um filme de que falei aqui há pouco tempo?

Dizem que o “Nuclear” é seguro, mas também diziam que era impossível haver explosões de reactores, e viu-se o que aconteceu em Chernobil, e agora 2 vezes em Fukushima. Será que já nos esquecemos do potencial de devastação que tem um acidente nuclear?

Há uma coisa gravíssima que parece que as pessoas ainda não perceberam. Não se come nem se respira dinheiro. Não nos interessa ficarmos riquíssimos se ficarmos todos doentes.

Em Portugal não faz sentido nenhum fazer uma central nuclear quando temos um enorme potencial da energia solar e eólica.

Temos de deixar de ter uma lógica apenas economicista. A resolução dos problemas ambientais é urgente e tem de ser discutida de forma séria.

26
Jan22

Reciclagem!

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Para fazer reciclagem não precisa de um contentor especial, ou sequer de muito espaço. É apenas uma questão de vontade.

E choca-me que passados todos estes anos tantas pessoas continuem a não fazer a reciclagem. E ainda me choca mais quando dizem que isso é obrigação do governo e das autarquias. Claro que têm a sua quota-parte de responsabilidade. Devia haver muito mais investimento na promoção da reciclagem de diversos materiais. A compostagem industrial devia ser uma realidade em todos os municípios. E sabemos que em muitos a cobertura de ecopontos deixa muito a desejar. Mas todos temos responsabilidades. E cabe a cada um de nós fazer a sua parte.

E já ouvi desculpas de todos os tipos: não tenho espaço, um contentor desses é muito caro e não me cabe na cozinha… meus amigos, nada disso é desculpa. Basta reaproveitar os sacos e caixas que temos lá por casa e já temos ecoponto.

E sei que já disse isto inúmeras vezes, mas eu acho que grande parte das pessoas não tem noção da quantidade de lixo que é produzido diariamente. E de quanto lixo poderíamos evitar.

Tudo devia começar por reduzir. Reduzir o consumo, e reduzir a quantidade de lixo produzida.

Em média, cada Português produz cerca de 1,4 Kg de lixo/dia. Fazendo as contas isso dá cerca de 512 Kg de lixo/ano por pessoa. Portugal tem cerca de 10 milhões de habitantes, o que quer dizer que produzimos cerca de 5 milhões de Ton de lixo por ano!

E Lembre-se, o lixo não desaparece! Vai para aterros que estão continuamente a aumentar… Daí ser tão importante fazer a reciclagem, e reduzir a quantidade de lixo que produzimos!

Sabia que uma pilha pode ficar 100 anos a lançar contaminantes, como o mercúrio, para o meio natural? O plástico pode demorar mais de 400 anos a degradar-se no meio ambiente. Uma lata de alumínio pode demorar até 500 anos a degradar-se. Uma garrafa de vidro pode nunca chegar a desaparecer no meio ambiente, e 1 litro de óleo alimentar usado pode contaminar 1 milhão de litros de água.

Por isso, do que é que está à espera para começar a reciclar?

Vou lançar-vos um desafio. Durante uma semana separem todo o lixo. Tudo quanto são embalagens de plástico, latas ou embalagens de sumo, leite ou iogurtes coloquem num saco de plástico velho que tenham lá por casa. Se tiverem um saco de papel já usado coloquem lá dentro tudo o que é papel ou cartão. De embalagens de cereais, a interiores dos rolos de papel higiénico, todo o papel e cartão deve ir para a nossa reciclagem do papel. Se não tiverem sacos de papel velhos usem uma caixa, ou um saco de plástico, ou de tecido. Quando forem à reciclagem retiram os papéis do saco e colocam no ecoponto devido.

Quanto ao vidro, coloquem num canto de um armário que não vos cause muito transtorno. Ao fim da semana vejam quanto lixo acumularam, e quanto lixo evitaram que fosse para o lixo indiferenciado.

Lembre-se que ao reciclar 1 tonelada de papel evita o abate de 22 árvores e a emissão de 2,5 toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera, além de poupar até 60% de água e energia relativamente ao processo original?

Ao reciclar 1 tonelada de vidro, poupa em relação ao vidro virgem, 1,2 toneladas de matéria-prima?

- 1 tonelada de PET (plástico) permite produzir cerca de 2000 calças em poliéster?

- 100 toneladas de plástico reciclado evitam a extracção de 1 tonelada de petróleo?

- A reciclagem de 1000 kg de aço evita a extracção de 1500 kg de minério?

O que é que está à espera para começar a reciclar?

É essencial Reduzir a quantidade de lixo que produzimos!

O primeiro passo passa por reutilizar objectos e embalagens, evitando assim que estes se tornem resíduos. Mas quando já não têm utilidade, recicle.

Recicle separando correctamente os seus resíduos.

Lembre-se que os seus gestos fazem a diferença. Por si, e por todos, está na altura de mudar!

20
Jan22

Importância dos Espaços Verdes

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Hoje vou falar-vos da importância que as árvores e os espaços verdes em geral têm no combate às alterações climáticas, no combate à degradação dos solos, e na melhoria da qualidade do ar.

Todos os anos assistimos à destruição de hectares e hectares de floresta, e esquecemo-nos do impacto negativo que isso tem no ambiente a todos os níveis. A floresta é essencial para o equilíbrio do Planeta, e no combate às alterações climáticas.

Mas também não podemos esquecer que atualmente as cidades, apesar de ocuparem apenas cerca de 2% da superfície terrestre, são responsáveis por mais de 60% das emissões de gases do efeito estufa. Ou seja, é nas cidades que se encontra uma das maiores oportunidades de se reduzir a emissão de CO2.

E um dos melhores aliados que podemos ter na redução das emissões de gases com efeitos de estufa, são as árvores e os espaços verdes em meio urbano, que têm a capacidade de absorver esses gases poluentes. São inúmeros os benefícios das Plantas e dos espaços verdes em meio urbano. Mas penso que muitas vezes passam despercebidos à maioria das pessoas…

Os espaços verdes absorvem os gases e fixam partículas poluentes, e aumentam a retenção de água. Não só porque aumentam as áreas permeáveis, mas porque a própria vegetação ajuda a reter água, e ajudam a que a mesma se infiltre no solo.

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Por exemplo, uma cobertura ecológica (revestida a vegetação) pode reduzir significativamente o desperdício de água das chuvas. A água das chuvas que cai numa cobertura revestida a vegetação, é inicialmente retida, e só o excesso sairá lentamente através dos tubos de queda. Além disso, permite que parte dessa água volte para a atmosfera através da evaporação. Além disso, essa água pode ser armazenada para outros usos, como por exemplo autoclismos (é imensa a quantidade de água potável desperdiçada com as descargas dos autoclismos).

A Vegetação melhora o microclima. A existência de árvores e outra vegetação nas cidades ajuda a tornar as temperaturas mais amenas. Isto significa que se criam espaços mais frescos no verão, e menos frios no Inverno. A existência de vegetação em redor dos edifícios, e as coberturas revestidas a vegetação, conseguem arrefecer e aumentar os níveis de humidade no verão, ajudando não só a melhorar o microclima, como a poupar energia com os sistemas de climatização dos edifícios.

Desse modo está-se a reduzir duplamente as emissões de carbono. Reduzimos emissões porque poupamos energia, e reduzimos a quantidade de dióxido de carbono presente no ar, porque é absorvido pela vegetação.

Além disso, a vegetação em meio urbano desempenha um papel essencial na qualidade do ar. A vegetação, em especial as árvores, têm a capacidade de depurar o ar, isto quer dizer que têm a capacidade de o limpar, fixando partículas, absorvendo poluentes e dióxido de carbono e em simultâneo libertam oxigénio.

A vegetação nas cidades funciona como um filtro ambiental, uma vez que, ajuda a filtrar as partículas poluentes e o pó que se encontram na atmosfera. O substrato, isto é, o conjunto da vegetação rasteira, raízes e solo, por sua vez, filtram os nitratos, e outras partículas poluentes da água da chuva, evitando assim a contaminação dos lençóis freáticos, e que estas sejam ser arrastadas para os rios e mares.

A vegetação aumenta a protecção contra o ruído. As áreas ajardinadas são bons isolantes naturais e absorvem mais som que as superfícies duras.

Os espaços verdes, além de serem essenciais para a nossa saúde e bem-estar psicológico, fornecem habitats naturais para diversos seres vivos. É a possibilidade de devolver a natureza às cidades.

Por todos esses motivos, é essencial proteger as árvores e trabalhar em conjunto para aumentar os espaços verdes nas nossas cidades. A existência de vegetação é essencial para o nosso bem-estar e para a nossa saúde.

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