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my green story

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17
Nov21

Moda versus Sustentabilidade

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Moda e sustentabilidade não são fáceis de conciliar. Mas são questões que sempre me preocuparam. Se por um lado adoro roupa, e tenho de me conter para não comprar por impulso, por outro, fico com peso na consciência sempre que compro uma peça nova.

Hoje em dia apela-se muito a ter menos, e a fazer limpezas aos armários e a vender em segunda mão. E eu sou apologista de comprar em segunda, terceira ou quarta mão… mas esta coisa do deitar fora, ou vender ou “reciclar” (depositar no ecoponto não é garantia de que a roupa será reciclada), não é a solução para o problema. Temos mesmo de actuar em diversas vias. E em grande medida, passa por reutilizar o que temos em casa. A moda é cíclica, e quantas vezes não voltamos a ver nas lojas aquelas peças que há uns anos pusemos de parte, e que agora estão na moda novamente.

Eu tenho peças de roupa mais velhas que eu, que eram da minha mãe, da minha avó. É claro que em algumas tenho de fazer alterações, mas com pequenos ajustes ainda hoje se mantêm actuais.

Nunca se comprou tanta roupa para usar durante tão pouco tempo, como agora. Cada vez há um maior consumo, e cada vez as pessoas usam a roupa menos vezes. É aquilo a que chamamos “fast fashion”, que no fundo é usar e deitar fora… Uma filosofia completamente contrária à proteção do ambiente. E como é que nós ficamos? Por um lado todos gostamos de andar na moda, por outro, não podemos continuar a alimentar este consumismo desenfreado… A roupa que compramos tem um grande impacto no ambiente. Por isso temos de conter os nossos impulsos de comprar mais e mais coisas.

Já muitas marcas usam o slogan da sustentabilidade para apelar ao consumo. Se por um lado é importante que as marcas tenham maior preocupação com o impacto ambiental das peças que produzem, por outro lado é essencial reduzir o consumo de roupa, pois a indústria têxtil tem um enorme impacto no ambiente a vários níveis. E, na realidade o “slogan da sustentabilidade” é usado para vender mais. E é isso que queremos contrariar.

O consumo de Fast fashion tem graves impactos ambientais. Segundo a revista Forbes, o setor de vestuário é responsável por 10% das emissões de dióxido de carbono e permanece como segundo maior poluidor, logo a seguir ao petróleo. Aproximadamente 70 milhões de barris de petróleo são usados a cada ano para produzir poliéster, que hoje é a fibra mais utilizada em roupas e cuja decomposição leva cerca de 200 anos.

Mas nunca podemos esquecer que é o consumidor que dita o mercado.

Fomos nós que gerámos este padrão de produção e consumo no qual os produtos são fabricados, consumidos e descartados rapidamente. Mas também somos nós que temos o poder de mudar.

Volto a reforçar, o consumidor é que determina os padrões de mercado. Se começarmos a fazer escolhas informadas, e recusarmos este consumo desenfreado, a produção vai ter de mudar.

Tente comprar só o que realmente precisa, opte por fibras naturais!

Use e volte a usar as suas roupas, e quando estiverem velhas e estragadas dê-lhes novos usos. E, em última análise, recicle quando já não tiverem qualquer utilidade para si.

Lembre-se o Planeta é só um! Temos de o proteger!

10
Nov21

Dia da Bolota!

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Hoje celebra-se o dia da bolota. O Dia da Bolota celebra-se desde 2009, com o objetivo de consciencializar a população para a importância de proteger a floresta autóctone em Portugal, que é maioritariamente constituída por árvores da família dos carvalhos. A bolota é o fruto do carvalho, assim como do sobreiro e da azinheira.

No entanto a floresta autóctone era constituída por uma grande variedade de espécies. E é essa variedade que é essencial preservar, pois as relações de simbiose entre as diversas plantas, as diversas espécies, são essenciais não só para manter a saúde da floresta, como para preservar a biodiversidade.

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Nas últimas décadas, temos assistido a uma grande destruição da floresta autóctone em Portugal. As plantações florestais constituídas por apenas uma espécie estão muito mais sujeitas a pragas e aos incêndios florestais. É a diversidade que aumenta a resiliência, e ajuda a proteger das alterações climáticas.

A bolota é o fruto do carvalho, assim como do sobreiro e da azinheira, que existem em maior abundância no Alentejo. As bolotas dos carvalhos e dos sobreiros são amargas, e costumavam ser utilizadas para alimentar os porcos que viviam ao ar livre.

As bolotas das azinheiras são doces, e são um ótimo petisco. Assadas são melhores ainda que as castanhas que eu adoro!

Uma excelente forma de comemorar este dia é semear uma bolota com os seus filhos ou netos. Depois acompanhar o seu nascimento, ao longo das próximas semanas, e o seu crescimento ao longo dos anos. É uma actividade divertida para os miúdos, e uma excelente forma de os sensibilizar para a importância de protegermos as árvores e floresta.

Imagino que já devem estar fartos de me ouvir sempre repetir o mesmo, mas é realmente importante proteger as árvores. Disso depende a nossa sobrevivência. A vários níveis, elas são essenciais à vida.

Ainda há poucas semanas a OMS publicou um relatório muito preocupante, onde defende que devem ser tomadas medidas urgentes para evitar o avanço das alterações climáticas e assim salvar a vida a milhões de pessoas, “se não agirmos rapidamente de modo a reverter os efeitos da crise climática, estaremos a avançar para uma catástrofe sanitária iminente”, referem.

E um dos nossos melhores aliados no combate às alterações climáticas são as árvores.

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No entanto, apesar de todos os alertas, de inúmeros estudos demonstrarem não só a importância de preservar as florestas, como aumentar e proteger as árvores em meio urbano, continuamos a ter políticas em relação às árvores onde não favorecemos nem o ambiente, nem a saúde, nem o bem-estar das populações.

A vegetação é essencial para as nossas cidades, e deve ser pensada como extensão dos Edifícios, pois esta, se for bem pensada, pode ajudar a reduzir os consumos energéticos, a tornar os edifícios mais confortáveis e também mais saudáveis. Não esqueçamos, que além de todos os outros benefícios das plantas, elas purificam o ar, e conseguem absorver metais pesados, que são extremamente nocivos para a nossa saúde.

A existência ou não de arborização de grande porte ao longo das ruas, é determinante para a qualidade do ar, e para mitigar os efeitos das alterações climáticas. Por isso, peço que se adoptem políticas que protejam as árvores em meio urbano, que sensibilizem a população para a necessidade de proteger as árvores, e que se encontrem soluções para resolver os problemas das pessoas sem abater as árvores. Os espaços verdes são essenciais para tornar as nossas cidades mais confortáveis, mais amigas do ambiente e mais resilientes às alterações climáticas.

As árvores têm a capacidade de nos dar conforto bioclimático. É essencial criar uma estrutura verde nas cidades, que permita a continuidade dos espaços verdes. Isto melhora a absorção das águas das chuvas, ajuda a regular o ciclo hídrico, a absorção de dióxido de carbono, a qualidade do ar, ameniza a temperatura, e aumenta a multifuncionalidade do espaço público. Propicia a utilização do espaço público e a interação entre as pessoas, o que pode claramente favorecer a economia e o comércio local.

Temos de pensar em soluções baseadas no funcionamento da natureza, e na compreensão dos processos ecológicos. Esta será a melhor forma de prevenir desastres naturais.

A existência ou não de arborização de grande porte ao longo das ruas, é determinante para a qualidade do ar, e para mitigar os efeitos das alterações climáticas. Por isso está no momento de agir. Temos de proteger as florestas e também as árvores nas nossas cidades. Se cada um de nós plantasse pelo menos 10 árvores, de certeza que iríamos ter um mundo melhor!

03
Nov21

É agora ou nunca...

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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https://www.youtube.com/watch?v=mGNq2Rln53Y

A uns dias da conferência mundial sobre alterações climáticas, a ONU lançou um vídeo polémico, com o objectivo de chamar as pessoas à atenção. Sugiro a todos que vejam o vídeo, vale mesmo a pena.

Nesse vídeo, um dinossauro aparece para apelar ao mundo para não ignorar as alterações climáticas. O dinossauro entra no famoso salão da Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque para dizer aos diplomatas do mundo que “a extinção é uma coisa má”, e permitir que isso aconteça é só estúpido.

Se não agirmos rapidamente de modo a reverter os efeitos da crise climática, estaremos a avançar para uma catástrofe a nível mundial. Existe o risco real e iminente da seca e da escassez de água afectarem o globo de forma sistémica se os países não tomarem medidas urgentes sobre a gestão da água e dos solos para combater as alterações climáticas.

No entanto, apesar de todos estes alertas, parecemos um bocadinho indiferentes. Na realidade, acho que grande parte das pessoas ainda não tomou consciência, que as escolhas insustentáveis que fazemos estão a matar o nosso planeta, e as pessoas. E normalmente quem mais sofre, são os mais desfavorecidos. Se não agirmos rapidamente, cada vez serão mais frequentes fenómenos como cheias, incêndios, tempestades, secas extremas e outros desastres naturais, como consequência das alterações climáticas. Estes eventos estão a afetar a vida de milhares de pessoas, causando milhares de mortes e ameaçando os sistemas de saúde, mas o problema ainda se vai agravar, e muito…

Também a qualidade da nossa alimentação está a ser alterada devido ao aquecimento global, a que se somam outros problemas, como a escassez de água, a poluição do ar, da água e dos solos, a disseminação de doenças, como a malária devido ao aumento da temperatura, e o impacto negativo das alterações climáticas na saúde mental das pessoas.

A verdade é que as alterações climáticas são uma das maiores ameaças sanitárias que a Humanidade está a enfrentar, e o mais grave é que nem sequer temos consciência disso.

Só para ter uma ideia da gravidade do problema: a poluição atmosférica, causa, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, cerca de 13 mortes por minuto em todo o mundo.

De acordo com declarações da diretora do ambiente, alterações climáticas e saúde da OMS. “Reduzir a poluição atmosférica aos níveis recomendados, reduziria o número total de mortes devido à poluição atmosférica em 80%, ao mesmo tempo que reduziria dramaticamente a emissão de gases de estufa, que alimentam as alterações climáticas.

São múltiplas as questões que se relacionam directamente com o ambiente, e com as alterações climáticas, mas os nossos padrões de consumo, a forma como nos deslocamos e a organização das nossas cidades são determinantes para resolver o problema.

O facto de termos cidades cada vez maiores, que se espalham pelo território vai obrigar-nos a maiores deslocações, para as quais normalmente utilizamos o automóvel. Isto vai libertar gases poluentes para a atmosfera, e consequentemente agravar as alterações climáticas. A forma como gerimos os resíduos também é essencial. A existência ou não de arborização de grande porte ao longo das ruas, é determinante para a qualidade do ar, e para mitigar os efeitos das alterações climáticas.

E todos estes fatores estão intimamente interrelacionados. As cidades são sistemas complexos, e todas as dimensões, todas as escolhas de desenho e organização podem ter um impacto positivo ou negativo no ambiente.

Mas sabemos todos o quanto as árvores são importantes para mitigar os efeitos das alterações climáticas. Elas purificam o ar, absorvem poluentes, libertam oxigénio, absorvem dióxido de carbono, dão-nos sombra, protegem-nos do calor extremo, ajudam a regular a temperatura, ajudam a regular o ciclo hidrológico, ajudam à absorção e retenção das águas das chuvas, regulam a humidade do ar, ajudam a evitar cheias…. E ainda assim continuamos a cortar as árvores nas nossas cidades. Isto mesmo sabendo que elas são um dos nossos melhores aliados no combate às alterações climáticas. Por isso, tal como o dinossauro do vídeo da ONU, pergunto se seremos assim tão burros, que continuamos a cometer sempre e sempre os mesmos erros….

Como diz o dinossauro no vídeo “É agora ou nunca”…

13
Out21

Alerta OMS

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Há cerca de 2 dias a OMS publicou um relatório muito preocupante, onde defende que devem ser tomadas medidas urgentes para evitar o avanço das alterações climáticas e assim salvar a vida a milhões de pessoas

“Se não agirmos rapidamente de modo a reverter os efeitos da crise climática, estaremos a avançar para uma catástrofe sanitária iminente”, referem.

E, numa altura em que os diversos países recuperam da crise sanitária e económica provocada pela Covid-19, a OMS alerta que é essencial considerar políticas integradas de saúde e clima, pelo bem da saúde das populações.

No entanto, apesar de todos estes alertas, parecemos um bocadinho indiferentes. Na realidade, acho que grande parte das pessoas ainda não tomou consciência, que as escolhas insustentáveis que fazemos estão a matar o nosso planeta, e as pessoas. E normalmente quem mais sofre, são os mais desfavorecidos. Se não agirmos rapidamente cada vez serão mais frequentes fenómenos como cheias, incêndios, tempestades, secas extremas e outros desastres naturais, como consequência das alterações climáticas. Estes eventos estão a afetar a vida de milhares de pessoas, causando milhares de mortes e ameaçando os sistemas de saúde. Também a qualidade da nossa alimentação está a ser alterada devido ao aquecimento global, a que se somam outros problemas, como a escassez de água, a poluição do ar, da água e dos solos, a disseminação de doenças, como a malária devido ao aumento da temperatura, e o impacto negativo das alterações climáticas na saúde mental das pessoas.

A verdade é que as alterações climáticas são uma das maiores ameaças sanitárias que a Humanidade está a enfrentar, e o mais grave é que nem sequer temos consciência disso.

Só para ter uma ideia da gravidade do problema: a poluição atmosférica, causa, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, cerca de 13 mortes por minuto em todo o mundo.

Felizmente que cada vez mais se fala do tema, mas a verdade é que poucos lhe ligam importância.

De acordo com declarações da diretora do ambiente, alterações climáticas e saúde da OMS. “Reduzir a poluição atmosférica aos níveis recomendados, reduziria o número total de mortes devido à poluição atmosférica em 80%, ao mesmo tempo que reduziria dramaticamente a emissão de gases de estufa, que alimentam as alterações climáticas.

São múltiplas as questões que se relacionam directamente com o ambiente, e com as alterações climáticas, mas os nossos padrões de consumo, a forma como nos deslocamos e a organização das nossas cidades são determinantes para resolver o problema.

O facto de termos cidades maiores, que se espalham pelo território vai obrigar-nos a maiores deslocações, para as quais normalmente utilizamos o automóvel. Isto vai libertar gases poluentes para a atmosfera, e consequentemente agravar as alterações climáticas. A forma como gerimos os resíduos também é essencial. A existência ou não de arborização de grande porte ao longo das ruas, é determinante para a qualidade do ar, e para mitigar os efeitos das alterações climáticas.

Todos estes factores estão intimamente interrelacionados. As cidades são sistemas complexos, e todas as dimensões, todas as escolhas de desenho e organização podem ter um impacto positivo ou negativo no ambiente.

Temos de pensar em soluções baseadas no funcionamento da natureza, e na compreensão dos processos ecológicos. Esta será a melhor forma de prevenir desastres naturais.

Os espaços verdes são essenciais para tornar as nossas cidades mais confortáveis, mais amigas do ambiente e mais resilientes às alterações climáticas.

As árvores têm a capacidade de nos dar conforto bioclimático. É essencial criar uma estrutura verde nas cidades, que permita a continuidade dos espaços verdes. Isto melhora o escoamento hídrico, a absorção de dióxido de carbono, a qualidade do ar, ameniza a temperatura, e aumenta a multifuncionalidade do espaço público. Propicia a utilização do espaço público e a interação entre as pessoas, o que pode claramente favorecer a economia e o comércio local.

Na realidade todos estes factores estão directamente integrados e interrelacionados, e directamente relacionados com o desenho da cidade.

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A agricultura urbana também pode ter um impacto muito positivo no ambiente, se utilizar práticas amigas do ambiente, sem químicos, com utilização de composto como fertilizante, com rotatividade de culturas, sem monoculturas… pois na natureza não há monocultura, as plantas estão intimamente relacionadas…

Se tomarmos em consideração todos estes aspectos, é possível ainda mudar, mas isso obriga a transformar as nossas cidades, mas também a nossa forma de pensar.

Aprenda a olhar para a natureza de modo diferente. Com ela podemos aprender a viver melhor!

19
Set21

Entre as árvores

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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A casa incorpora soluções com o objectivo de reduzir ao máximo o seu impacto no meio ambiente, sem renunciar à estética e ao conforto. Protegida pelas árvores que a envolvem, e que evitam o sobreaquecimento no verão, a casa desenvolve-se sem tocar no solo em harmonia com a natureza. É uma presença quase imaculada, que preserva a vegetação existente e não impermeabiliza mais solo.

Os amplos envidraçados banham generosamente o interior com luz natural. O exterior apresenta-se como um prolongamento do interior, num diálogo que faz com que a casa vá variando consoante as estações do ano. Desenvolvida incorporando critérios de sustentabilidade, a sua silhueta simples contribui para a criação de espaços fluidos, luminosos e flexíveis, ondem predominam os materiais naturais.

 

 

14
Set21

Ecology day

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Hoje celebra-se o dia da Ecologia. A celebração deste dia tem como objectivo aproximar a Ecologia e os ecólogos da sociedade, rumo à construção de um desenvolvimento humano mais sustentável.

A ecologia é um ramo da biologia que estuda o meio ambiente e os seres vivos que vivem nele, e as relações entre os seres e o meio ambiente onde vivem. Esta área da Biologia é extremamente importante, pois, conhecendo essas interações, podemos entender os impactos ambientais e os desequilíbrios causados às populações de todos os seres vivos pela ação humana. Este estudo é particularmente importante, por não só nos permite elaborar planos de preservação e conservação da natureza, bem como aprender com essas relações e simbiose e replicá-las nas nossas cidades, criando medidas que diminuam o impacto da nossa existência para as próximas gerações.

Ecologia é um termo derivado do grego que é formado pela junção das palavras “oikos”, que significa casa, e “logos”, que significa estudo. Este termo foi empregue pela primeira vez em 1866 numa obra do zoólogo alemão Ernst Haeckel chamada de “Generelle Morphologie der Organismen”.

08
Set21

Desenhar com a Natureza

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Sendo eu arquitecta, não posso deixar de falar em Edifícios, e do seu impacto nas cidades.

De acordo com diversos estudos, os edifícios têm enorme impacto não só no consumo de energia, como na emissão de gases com efeito de estufa, no aquecimento global e nas alterações climáticas. E, apesar das alterações climáticas serem um problema global, exigem respostas locais para solucionar os problemas, pois só com atuação a nível local conseguiremos resolver os problemas globais.

Os edifícios e o desenho das nossas cidades podem fazer toda a diferença na mitigação e na adaptação às alterações climáticas. Tanto o espaço público, como os edifícios e suas envolventes devem ser pensados tendo em conta não só o relevo dos terrenos, mas dando especial relevância ao clima onde se inserem. Devem ser desenhados de acordo com a paisagem onde se inserem, e adoptar princípios bioclimáticos ao nível do projecto. Princípios esses, que não são mais que formas de aproveitar o que a natureza nos dá, para conseguir edifícios mais confortáveis, mais eficientes e mais saudáveis. A vegetação é essencial para as nossas cidades, e deve ser pensada como extensão dos Edifícios, pois esta, se for bem pensada, pode ajudar a reduzir os consumos energéticos, a tornar os edifícios mais confortáveis e também mais saudáveis. Não esqueçamos, que além de todos os outros benefícios das plantas, elas purificam o ar, e conseguem absorver metais pesados, que são extremamente nocivos para a nossa saúde.

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É uma abordagem bastante intuitiva, baseada nos princípios da ecologia, mas a verdade é que nos dá verdadeiramente resultados positivos. No fundo são soluções para a Arquitectura e para o Desenho Urbano baseadas na natureza, conhecidas actualmente como “Natured based solutions”, mas também como princípios de arquitectura bioclimática ou arquitectura ecológica. Que no fundo, não são mais que soluções, para os nossos edifícios e para as nossas cidades, que se baseiam nos princípios do respeito pela natureza, e do seu funcionamento, numa perspectiva de circularidade. Como na realidade acontece com os vários ciclos da natureza: ciclo da água, ciclo do carbono, a respiração das plantas…

E a verdade, é que diversos estudos nos têm-nos demonstrado que no desenho urbano, no desenho das cidades, mas também no desenho dos edifícios devemos mimetizar a natureza, isto é, copiar a natureza. Mas não se trata de copiar as suas formas, trata-se de tentar reproduzir os seus ciclos, o seu funcionamento, aproveitar o seu potencial, e encontrar soluções baseadas nos seus metabolismos.

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A Natureza é essencial para o nosso bem-estar físico e psicológico, mas mais do que isso, sem ela não pode haver vida no Planeta.

Chegámos a um ponto em que é crucial mudar a forma como olhamos para a Natureza… repensar as nossas prioridades e valores… e a natureza pode trazer valor económico. Mas para isso temos de alterar a nossa forma de pensar.

Há muito tempo se fala que estamos a esgotar os nossos recursos, estamos a destruir o Planeta.

Agora está na altura de mudar!

Vou dar alguns exemplos:

A presença de árvores nas cidades é essencial a diversos níveis, não só pelos benefícios para a nossa saúde mental e física, mas também porque são o mais eficaz depurador do ar. Conseguem fixar e absorver partículas poluentes, limpando o ar, e além disso, produzem oxigénio.

As árvores têm a capacidade de absorver o dióxido de carbono presente na atmosfera, responsável pela destruição da camada de ozono e pelas alterações climáticas. E transformam esse dióxido de carbono em oxigénio, o ar que nós respiramos.

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As árvores interferem na regulação do nosso clima. Conseguem torna-lo mais ameno, ou seja, menos frio no inverno, e menos quente e seco no verão. Quer isto dizer que não só são essenciais para tornar as nossas cidades mais confortáveis, como ajudam a reduzir os consumos de energia.

Os edifícios também podem ser pensados para aproveitar a água das chuvas. Há diversas formas de o fazer, que irei abordar num próximo post.

Além disso podemos instalar painéis solares térmicos e fotovoltaicos, para assim produzir águas quentes e energia.

Está nas nossas mãos mudar!

Trabalhemos em conjunto por melhores cidades e melhores edifícios!

O planeta é só um, e precisamos dele para viver!

31
Ago21

Qualidade do ar

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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A qualidade do ar tem um impacto direto na nossa saúde e bem-estar, e tem também um impacto direto nas alterações climáticas. É por isso importante alertar, sensibilizar, e envolver toda a sociedade Portuguesa para a proteção da qualidade do ar hoje e no futuro.

O ar é um recurso essencial à vida, e a sua qualidade tem implicações directas e indirectas no ambiente, sendo determinante para a saúde pública e bem-estar da população. Estima-se que, algumas partículas e gases poluentes presentes no ar são responsáveis pela morte de cerca de 6000 portugueses todos os anos. E isto é um verdadeiro problema de saúde pública, que só pode ser minimizado com a ajuda de todos.

Queremos cidades saudáveis. E cidades saudáveis têm necessariamente de ter ar puro, de ser limpas e de se desenvolverem em harmonia com a natureza.

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E como é que eu posso contribuir para melhorar a qualidade do ar?

  1. Sempre que optar por não utilizar o automóvel, e fizer pequenos percursos a pé ou de bicicleta está a contribuir para melhorar a qualidade do ar. Os automóveis são responsáveis pela emissão de muitos gases poluentes prejudiciais ao ambiente e à nossa saúde.
  2. Sempre que possível, opte por utilizar transportes públicos.
  3. Poupe energia, pois muita da energia que consumimos liberta gases poluentes na sua produção.
  4. Proteja as árvores e promova a sua plantação! Parece curioso. Como é que as árvores me vão ajudar a melhorar a qualidade do ar?

Mas árvores são o mais eficaz depurador do ar. Ou seja, conseguem fixar e absorver partículas poluentes, limpando o ar. Além disso, produzem oxigénio. As árvores têm a capacidade de absorver o dióxido de carbono presente na atmosfera, responsável pela destruição da camada de ozono e alterações climáticas. E transformam esse dióxido de carbono em oxigénio, o ar que nós respiramos. Por isso, as árvores são tão importantes! Sem elas não poderíamos viver!

Já pensou nisso? Sempre que proteger as árvores está a proteger o ambiente. Aposto que nunca tinha analisado as coisas desta forma. Mas é verdade! A vegetação, em particular as árvores, são essenciais para garantir a qualidade do ar.

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Por isso, se utilizarmos o automóvel de forma racional, ou seja, o menos possível, e transformarmos as nossas cidades em cidades jardim, estamos no bom caminho. Quando falo em cidades jardim, não se trata de criar jardins (não me refiro ao conceito do Ebenezer Howard), trata-se sobretudo de arborizar passeios em todas as ruas, mesmo nas zonas mais rurais, arborizar os nossos quintais, arborizar as praças, os estacionamentos. Aumentar as zonas não pavimentadas. Só assim conseguiremos cidades mais saudáveis. Não é possível ter cidades saudáveis, sem uma abundante cobertura arbórea. Só assim conseguiremos ar de qualidade.

Respirar ar puro é essencial para a nossa saúde. As ruas arborizadas, além de bonitas e agradáveis, são comprovadamente benéficas para a saúde física e mental.

Além disso, como sabe, as alterações climáticas são em grande medida responsabilidade da enorme quantidade de emissões poluentes que produzimos. Se não mudarmos comportamentos, se não transformarmos as nossas cidades, chegaremos a um ponto em que já não há retorno…

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Lembre-se, que é nos pequenos gestos de todos os dias que podemos contribuir para um mundo melhor.

Tente utilizar menos o automóvel, e sempre que possível vá a pé ou de bicicleta, está a contribuir para reduzir as emissões de poluentes, está a poupar dinheiro, e está a melhorar a sua saúde.

E comece a olhar para as árvores de outra forma. Proteja-as! Não as diabolize…

Está nas suas mãos mudar!

Não esqueça! Os seus gestos fazem a diferença!

26
Ago21

Emissão de Gases com Efeito de Estufa continua a aumentar

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Esta notícia é de ontem, e vem deitar por terra a teoria de que a Pandemia tinha tido efeitos positivos no ambiente. Claro que quando houve o confinamento e não nos deslocámos, se reduziram significativamente as emissões de gases com efeito de estufa. Mas logo a seguir, tivemos de começar a produzir máscaras e luvas de forma massiva, aumentou brutalmente o consumo de plásticos e descartáveis, e a produção de lixo. Produzimos toneladas e toneladas de lixo não reciclável…

Por isso, enquanto andamos distraídos com a Pandemia, e com a nossa vida, a crise ambiental continua a agravar-se. E se ninguém alguma vez esperava uma Pandemia desta dimensão, também não estamos preparados para a crise climática que aí vem.

Como é que apesar de todos os avisos continuamos indiferentes?

A notícia que aqui partilho é de ontem, e devia fazer soar o alerta.

Não levamos suficientemente a sério as grandes ameaças que a humanidade enfrenta. Há décadas que nos dizem que estamos a destruir o planeta, mas continuamos a viver a nossa vida um bocadinho indiferentes…

Como é possível que hoje em dia tantas pessoas ainda não façam a reciclagem? Afinal é o mais fácil e mais básico…

Mas as alterações climáticas e a destruição do planeta, mais cedo ou mais tarde vão apanhar-nos desprevenidos…

Há inúmeras séries e filmes que repetem a ideia de que o fim do planeta está para breve, mas aparece sempre um herói que salva o dia… e tudo fica bem… Mas a realidade não é como as séries da televisão, e mais cedo ou mais tarde, tal como a actual pandemia, elas vão apanhar-nos desprevenidos.

Cada vez serão maiores e mais severos os fenómenos climáticos, e nós não estamos preparados. Quem é que acreditava que seria possível uma pandemia como a que hoje vivemos?

Se há uns meses atrás nos dissessem que isto ia acontecer não iríamos acreditar…

De um dia para o outro fomos obrigados a mudar radicalmente os nossos comportamentos, as escolas fecharam, muitos pais foram obrigados a ficar em casa para cuidar dos filhos. Quem pode, ficou em teletrabalho. Fecharam-se cafés, bares e restaurantes… Mas agora parece que já nos habituámos, e a pouco e pouco voltamos à normalidade. Mas continuamos a esquecer a crise climática. Continuamos serenamente a destruir o Planeta…

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25
Ago21

Cidades...

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Sendo eu arquitecta, não posso deixar de falar de cidades. Até porque, as cidades como hoje as conhecemos, têm um enorme impacto no ambiente.

Atualmente, 75% da população europeia vive em cidades. Contudo, o impacto da urbanização faz-se sentir muito para além dos seus limites.

E embora sejam motores da economia europeia e geradoras de riqueza, as cidades estão fortemente dependentes de regiões exteriores para satisfazer as suas necessidades… quer de recursos energéticos, de água, de alimentos,

E têm enorme impacto com as emissões poluentes produzidas, com o lixo, com a impermeabilização de solo…

Vivemos uma crise ambiental sem precedentes. Estamos a destruir o nosso Planeta. Incêndios violentos têm destruído o centro da Europa e os Estados Unidos. No norte da Europa muito recentemente ocorreram violentas chuvas torrenciais tiraram a vida a centenas de pessoas…  Tempestades violentas atingem a américa. O que é que precisamos mais para perceber que as alterações climáticas estão a acontecer, e que é urgente agir! Está a acontecer aqui ao lado, e um dia, vai calhar-nos a nós!

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E as cidades têm um papel fundamental na transformação da crise ambiental…

Mas para isso, têm de começar a ser vistas como sistemas ecológicos, e isto tem ser transposto para o planeamento das nossas cidades. Não podemos deixar que as cidades cresçam de forma inconsequente, como se não houvesse um limite para o consumo de solo e de recursos.

A solução está em pensar a cidade como um metabolismo circular, onde o consumo é reduzido pela implementação de eficiências (eficiência energética, redução de temperaturas, absorção de dióxido de carbono, absorção de água das chuvas, etc), e maximizando a reutilização dos recursos. Devemos reciclar materiais, reduzir o lixo, conservar os recursos não renováveis, insistir no consumo dos renováveis, e maximizar a eficiência ambiental.

E muitas destas eficiências conseguem-se com o desenho urbano, com soluções simples, como a plantação de mais árvores, mas árvores a sério, grandes e com sombra, que possam ajudar a amenizar a temperatura de verão, reter a humidade, e ajudar a infiltrar as águas provenientes das chuvas…

Uma solução aparentemente tão simples, e que esbarra constantemente com tantos obstáculos…

 

 

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