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my green story

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23
Jul21

Qualidade do ar

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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A qualidade do ar tem um impacto direto na nossa saúde e bem-estar, e está também diretamente relacionada com a questão das alterações climáticas.

O ar é um recurso essencial à vida, e a sua qualidade tem implicações directas e indirectas no ambiente, sendo determinante para a saúde pública e bem-estar da população.

Estima-se que, algumas partículas e gases poluentes presentes no ar são responsáveis pela morte de cerca de 6000 portugueses todos os anos.

Normalmente quando pensamos nisso, pensamos que a culpa é das fábricas. Mas elas representam uma ínfima parte do problema. As emissões poluentes são em grande medida produzidas pelas nossas cidades, pelo transporte, e por práticas de pecuária e agricultura intensiva.

E é um problema, que nos afecta a todos, mas que também só pode ser minimizado com o contributo de todos. É por isso importante alertar, sensibilizar, e envolver toda a sociedade para a proteção da qualidade do ar hoje e no futuro.

E como é que eu posso contribuir para melhorar a qualidade do ar?

  1. Sempre que optar por não utilizar o automóvel, e fizer pequenos percursos a pé ou de bicicleta está a contribuir para melhorar a qualidade do ar.
  2. Os automóveis são responsáveis pela emissão de muitos gases poluentes prejudiciais ao ambiente e à nossa saúde.
  3. Sempre que possível, opte por utilizar transportes públicos.
  4. Proteja as árvores e promova a sua plantação! Parece curioso. Como é que as árvores me vão ajudar a melhorar a qualidade do ar?

As árvores são o mais eficaz depurador do ar. Ou seja, conseguem fixar e absorver partículas poluentes, limpando o ar. Além disso, produzem oxigénio.

As árvores têm a capacidade de absorver o dióxido de carbono presente na atmosfera, responsável pela destruição da camada de ozono e alterações climáticas. E transformam esse dióxido de carbono em oxigénio, o ar que nós respiramos. Por isso, as árvores são tão importantes! Sem elas não poderíamos viver!

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Já pensou nisso? Sempre que proteger as árvores está a proteger o ambiente.

Aposto que nunca tinha analisado as coisas desta forma. Mas é verdade! A vegetação, em particular as árvores, são essenciais para garantir a qualidade do ar.

As árvores são sofisticadas máquinas depuradoras que, além de nos fornecerem o oxigénio que respiramos, absorvem o dióxido de carbono, fixam partículas poluentes, e filtram diversas substâncias nocivas para a nossa saúde.

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Respirar ar puro é essencial para a nossa saúde. As ruas arborizadas, além de bonitas e agradáveis, são comprovadamente benéficas para a saúde física e mental. Além disso, como sabe, as alterações climáticas estão na ordem do dia, e são em grande medida responsabilidade da enorme quantidade de emissões poluentes que produzimos.

Por isso, além de tormarmos medidas no sentido de reduzir as emissões de dióxido de carbono e outros poluentes, é essencial plantar e proteger as árvores nas nossas cidades. Queremos árvores junto aos edifícios, nas ruas, nos quintais, nos jardins, nos estacionamentos. Queremos cidades verdes!

Se não mudarmos comportamentos, chegaremos a um ponto em que já não há retorno…

Lembre-se, que é nos pequenos gestos de todos os dias que podemos contribuir para um mundo melhor.

23
Jul21

Cheias no Centro da Europa…

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Por todos os jornais vemos notícias de cheias nunca antes vistas no centro da europa, que estão a destruir tudo à sua passagem e que já fizeram mais de 160 vítimas mortais. Já para não falar de todos os animais que têm morrido nesta catástrofe… esses nem são contabilizados.

O que me preocupa realmente é que muitas pessoas continuam a negar que as alterações climáticas estão a acontecer, e parece, que enquanto a catástrofe não for à nossa porta, não parece real…

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O que é que está a causar as cheias mortais no centro da Europa? Várias notícias reforçam a ideia, que não há registos de cheias dessa dimensão nessas zonas. Não devia isto fazer soar as campainhas de alerta?

Será que ainda não é obvio para todos que há necessidade urgente de mudar os nossos comportamentos? Mudar a economia, mudar a forma como pensamos as nossas cidades?

A ideia de criar este blog foi contribuir de forma positiva para a mudança de comportamentos, para a adopção de um estilo de vida mais amigo do ambiente. Mas face ao teor de muitos comentários ao post anterior, não podemos deixar de alertar para a gravidade da situação.

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Num vídeo que a ONU divulgou, o secretário-geral das Nações Unidas encoraja o mundo a transformar a recuperação da crise que vivemos numa oportunidade real de fazer as coisas certas para o futuro e propõe seis medidas a tomar para que possamos avançar, juntos, nesse sentido.

Isso só será possível se mudarmos radicalmente os nossos comportamentos, a forma como olhamos para a Natureza, a economia… se repensarmos as nossas prioridades e valores…

Há muito tempo se ouve dizer que estamos a esgotar os nossos recursos, estamos a destruir o Planeta. Mas parecemos assistir a tudo isso como se fosse uma coisa acessória, de menor importância, que relembramos de vez em quando, mas rapidamente esquecemos…

Estamos a extinguir plantas e animais mais rápido que nunca…

Estamos a destruir o ar que respiramos. A poluir a água que bebemos… Mas não pensamos no que estamos a fazer.

Acho que nenhum de nós está preparado para o que está a acontecer hoje em dia… e temos de pensar que não teremos futuro se não protegermos o Planeta que nos sustém.

Está na altura de mudar! A responsabilidade é de todos nós. Somos responsáveis pelos nossos comportamentos.

21
Jul21

Comprar a granel!

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Comprar a granel é uma excelente forma de reduzir as embalagens e os consequentes resíduos, mas para isso devemos levar os sacos de casa. Podemos reutilizar sacos de plástico que já temos em casa, sacos de pano, ou outros. A ideia é utilizar os mesmos sacos vezes e vezes sem conta... Um pequeno passo rumo ao combate à produção de lixo.

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Mas nisto da sustentabilidade, e da redução de resíduos, nem tudo é preto no branco, e aquilo que por vezes parece a melhor solução, nem sempre é. Por exemplo, por princípio comprar a granel seria mais amigo do ambiente do que comprar produtos embalados. Mas atenção, se formos comprar a granel pequenas quantidades, e não levarmos as nossas próprias embalagens ou sacos, provavelmente estamos a produzir mais resíduos do que se comprássemos o produto embalado no supermercado. Até porque os produtos vendidos a granel, até chegarem às lojas, também vão embalados. Por isso, como em tudo na vida, há que ter um bocadinho de bom senso, e pensar qual será a melhor solução para aquela situação em concreto.

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É essencial começarmos a pressionar para que sejam reduzidas as embalagens daquilo que compramos, pois grande parte das embalagens são desnecessárias, e em muitos casos, embalagens de plástico poderiam ser substituídas por papel. Mas depois logo muitas vozes se levantam para dizer que o papel também produz resíduos, e consome água na sua produção. É verdade, mas o papel pode ser quase todo reciclado, também pode ser compostado, e mesmo no lixo indiferenciado (a pior solução de todas) também acaba por se degradar. Já o plástico não é assim. Não pode ser compostado, nem todo consegue ser reciclado, e na natureza chega a durar centenas de anos.

18
Jul21

Não existe Planeta B...

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Temos sítios maravilhosos, verdadeiros paraísos que cada vez mais estão em risco de desaparecer…

Nas notícias ouvimos: milhares de vidas ameaçadas por ondas de calor, outras tantas ameaçadas por chuvas torrenciais e cheias…

Vivemos uma crise ambiental sem precedentes. Estamos a destruir o nosso Planeta, e não existe um plano B, o Planeta é só um, e precisamos dele para viver.

Como se isso não bastasse, também vivemos uma Pandemia sem precedentes no mundo moderno, e é natural estarmos mais preocupados com o vírus, e com a Pandemia que veio transformar radicalmente as nossas vidas. Mas não podemos esquecer a outra crise profunda que estamos a atravessar: a crise ambiental do planeta.

Cada vez mais temos de pensar que todos os nossos actos têm consequências, e que se não mudamos a nossa forma de agir, a seguir a esta crise, virão outras… cada vez mais e mais graves.

E que se não começarmos a mudar rapidamente o modo como olhamos para a Natureza, corremos o risco de ser tarde demais, e de não haver futuro para os nossos filhos…

Talvez agora, fosse o momento de mudar a forma como olhamos para a Natureza, para a economia… para as nossas cidades, para a forma como nos deslocamos, para o nosso consumo… Está na altura de repensar as nossas prioridades e valores…

E o mais caricato, é que tudo isso está ao nosso alcance, só temos de ser um bocadinho menos egoístas…

 E um bocadinho mais solidários, um bocadinho mais tolerantes… talvez fosse esta a oportunidade de fazer as coisas certas para o futuro…

Quando falo em ser solidário, não me refiro só a ajudar o próximo, refiro-me também a ser mais solidário em termos ambientais. A não ser tão egoísta. A lembrar-se que sempre que destruir o planeta, está a destruir também a casa de todos nós…

Vou dar um exemplo muito simples e que se repete com frequência na nossa cidade. Muitas pessoas queixam-se constantemente das árvores nos passeios… porque deixam cair folhas, bagas, porque têm raízes que levantam os passeios, porque estragam os muros as canalizações… mas no verão, quando está calor, os mesmos que não querem as árvores, são os primeiros a procurar a sua sombra para estacionar os seus carros…

Deixemos de ser tão egoístas, de que nos servem passeios sem folhas, sem árvores, sem raízes, se não tivermos ar puro para respirar? Não ficam mais bonitas as ruas com árvores?

Será que não estamos com as nossas prioridades invertidas?

A saúde, e a qualidade do ar não deviam ser as nossas primeiras preocupações?

E como poderemos querer cidades confortáveis e saudáveis sem árvores?

Está na altura de reflectir nas nossas escolhas!

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