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my green story

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31
Ago21

Qualidade do ar

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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A qualidade do ar tem um impacto direto na nossa saúde e bem-estar, e tem também um impacto direto nas alterações climáticas. É por isso importante alertar, sensibilizar, e envolver toda a sociedade Portuguesa para a proteção da qualidade do ar hoje e no futuro.

O ar é um recurso essencial à vida, e a sua qualidade tem implicações directas e indirectas no ambiente, sendo determinante para a saúde pública e bem-estar da população. Estima-se que, algumas partículas e gases poluentes presentes no ar são responsáveis pela morte de cerca de 6000 portugueses todos os anos. E isto é um verdadeiro problema de saúde pública, que só pode ser minimizado com a ajuda de todos.

Queremos cidades saudáveis. E cidades saudáveis têm necessariamente de ter ar puro, de ser limpas e de se desenvolverem em harmonia com a natureza.

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E como é que eu posso contribuir para melhorar a qualidade do ar?

  1. Sempre que optar por não utilizar o automóvel, e fizer pequenos percursos a pé ou de bicicleta está a contribuir para melhorar a qualidade do ar. Os automóveis são responsáveis pela emissão de muitos gases poluentes prejudiciais ao ambiente e à nossa saúde.
  2. Sempre que possível, opte por utilizar transportes públicos.
  3. Poupe energia, pois muita da energia que consumimos liberta gases poluentes na sua produção.
  4. Proteja as árvores e promova a sua plantação! Parece curioso. Como é que as árvores me vão ajudar a melhorar a qualidade do ar?

Mas árvores são o mais eficaz depurador do ar. Ou seja, conseguem fixar e absorver partículas poluentes, limpando o ar. Além disso, produzem oxigénio. As árvores têm a capacidade de absorver o dióxido de carbono presente na atmosfera, responsável pela destruição da camada de ozono e alterações climáticas. E transformam esse dióxido de carbono em oxigénio, o ar que nós respiramos. Por isso, as árvores são tão importantes! Sem elas não poderíamos viver!

Já pensou nisso? Sempre que proteger as árvores está a proteger o ambiente. Aposto que nunca tinha analisado as coisas desta forma. Mas é verdade! A vegetação, em particular as árvores, são essenciais para garantir a qualidade do ar.

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Por isso, se utilizarmos o automóvel de forma racional, ou seja, o menos possível, e transformarmos as nossas cidades em cidades jardim, estamos no bom caminho. Quando falo em cidades jardim, não se trata de criar jardins (não me refiro ao conceito do Ebenezer Howard), trata-se sobretudo de arborizar passeios em todas as ruas, mesmo nas zonas mais rurais, arborizar os nossos quintais, arborizar as praças, os estacionamentos. Aumentar as zonas não pavimentadas. Só assim conseguiremos cidades mais saudáveis. Não é possível ter cidades saudáveis, sem uma abundante cobertura arbórea. Só assim conseguiremos ar de qualidade.

Respirar ar puro é essencial para a nossa saúde. As ruas arborizadas, além de bonitas e agradáveis, são comprovadamente benéficas para a saúde física e mental.

Além disso, como sabe, as alterações climáticas são em grande medida responsabilidade da enorme quantidade de emissões poluentes que produzimos. Se não mudarmos comportamentos, se não transformarmos as nossas cidades, chegaremos a um ponto em que já não há retorno…

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Lembre-se, que é nos pequenos gestos de todos os dias que podemos contribuir para um mundo melhor.

Tente utilizar menos o automóvel, e sempre que possível vá a pé ou de bicicleta, está a contribuir para reduzir as emissões de poluentes, está a poupar dinheiro, e está a melhorar a sua saúde.

E comece a olhar para as árvores de outra forma. Proteja-as! Não as diabolize…

Está nas suas mãos mudar!

Não esqueça! Os seus gestos fazem a diferença!

26
Ago21

Emissão de Gases com Efeito de Estufa continua a aumentar

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Esta notícia é de ontem, e vem deitar por terra a teoria de que a Pandemia tinha tido efeitos positivos no ambiente. Claro que quando houve o confinamento e não nos deslocámos, se reduziram significativamente as emissões de gases com efeito de estufa. Mas logo a seguir, tivemos de começar a produzir máscaras e luvas de forma massiva, aumentou brutalmente o consumo de plásticos e descartáveis, e a produção de lixo. Produzimos toneladas e toneladas de lixo não reciclável…

Por isso, enquanto andamos distraídos com a Pandemia, e com a nossa vida, a crise ambiental continua a agravar-se. E se ninguém alguma vez esperava uma Pandemia desta dimensão, também não estamos preparados para a crise climática que aí vem.

Como é que apesar de todos os avisos continuamos indiferentes?

A notícia que aqui partilho é de ontem, e devia fazer soar o alerta.

Não levamos suficientemente a sério as grandes ameaças que a humanidade enfrenta. Há décadas que nos dizem que estamos a destruir o planeta, mas continuamos a viver a nossa vida um bocadinho indiferentes…

Como é possível que hoje em dia tantas pessoas ainda não façam a reciclagem? Afinal é o mais fácil e mais básico…

Mas as alterações climáticas e a destruição do planeta, mais cedo ou mais tarde vão apanhar-nos desprevenidos…

Há inúmeras séries e filmes que repetem a ideia de que o fim do planeta está para breve, mas aparece sempre um herói que salva o dia… e tudo fica bem… Mas a realidade não é como as séries da televisão, e mais cedo ou mais tarde, tal como a actual pandemia, elas vão apanhar-nos desprevenidos.

Cada vez serão maiores e mais severos os fenómenos climáticos, e nós não estamos preparados. Quem é que acreditava que seria possível uma pandemia como a que hoje vivemos?

Se há uns meses atrás nos dissessem que isto ia acontecer não iríamos acreditar…

De um dia para o outro fomos obrigados a mudar radicalmente os nossos comportamentos, as escolas fecharam, muitos pais foram obrigados a ficar em casa para cuidar dos filhos. Quem pode, ficou em teletrabalho. Fecharam-se cafés, bares e restaurantes… Mas agora parece que já nos habituámos, e a pouco e pouco voltamos à normalidade. Mas continuamos a esquecer a crise climática. Continuamos serenamente a destruir o Planeta…

www.rtp.pt%2Fnoticias%2Fmundo%2Fgases-com-efeito-de-estufa-nivel-do-mar-e-temperaturas-atingiram-recordes-em-2020_n1344451%3Ffbclid%3DIwAR1qAm9rQLUpqcsF4VAg_QwMO3WRLg6LqVZgLza9Y2_5NONrQgQJJRc5JU0&h=AT0GgK0y4vguopi9PQwbGvPDM3zd_sAmbH4jFSKOrCsByI0tjI-brUIdYiTwM9MqYVAEIx8sUfGtcXhrqpdkLw080YS1Eu2s-7Z5zh3icO5h55vZ0Ity3FxPYy6zNh8bObNDw0wTi7gFau92KkT9Rg

 

25
Ago21

Cidades...

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Sendo eu arquitecta, não posso deixar de falar de cidades. Até porque, as cidades como hoje as conhecemos, têm um enorme impacto no ambiente.

Atualmente, 75% da população europeia vive em cidades. Contudo, o impacto da urbanização faz-se sentir muito para além dos seus limites.

E embora sejam motores da economia europeia e geradoras de riqueza, as cidades estão fortemente dependentes de regiões exteriores para satisfazer as suas necessidades… quer de recursos energéticos, de água, de alimentos,

E têm enorme impacto com as emissões poluentes produzidas, com o lixo, com a impermeabilização de solo…

Vivemos uma crise ambiental sem precedentes. Estamos a destruir o nosso Planeta. Incêndios violentos têm destruído o centro da Europa e os Estados Unidos. No norte da Europa muito recentemente ocorreram violentas chuvas torrenciais tiraram a vida a centenas de pessoas…  Tempestades violentas atingem a américa. O que é que precisamos mais para perceber que as alterações climáticas estão a acontecer, e que é urgente agir! Está a acontecer aqui ao lado, e um dia, vai calhar-nos a nós!

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E as cidades têm um papel fundamental na transformação da crise ambiental…

Mas para isso, têm de começar a ser vistas como sistemas ecológicos, e isto tem ser transposto para o planeamento das nossas cidades. Não podemos deixar que as cidades cresçam de forma inconsequente, como se não houvesse um limite para o consumo de solo e de recursos.

A solução está em pensar a cidade como um metabolismo circular, onde o consumo é reduzido pela implementação de eficiências (eficiência energética, redução de temperaturas, absorção de dióxido de carbono, absorção de água das chuvas, etc), e maximizando a reutilização dos recursos. Devemos reciclar materiais, reduzir o lixo, conservar os recursos não renováveis, insistir no consumo dos renováveis, e maximizar a eficiência ambiental.

E muitas destas eficiências conseguem-se com o desenho urbano, com soluções simples, como a plantação de mais árvores, mas árvores a sério, grandes e com sombra, que possam ajudar a amenizar a temperatura de verão, reter a humidade, e ajudar a infiltrar as águas provenientes das chuvas…

Uma solução aparentemente tão simples, e que esbarra constantemente com tantos obstáculos…

 

 

11
Ago21

Sabonete Sólido!

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Há pequenos gestos, porque são repetidos inúmeras vezes, fazem toda a diferença na redução da quantidade de lixo produzida.

Um exemplo disso é o sabonete sólido. Se optarmos por sabonetes sólidos em embalagens de papel (sem plástico), reduzimos a produção de plástico e a quantidade de lixo. Claro que se forem sabonetes de marcas com outras preocupações ambientais e sociais melhor.

Mas um simples sabonete de supermercado, que vem numa pequena embalagem de cartão fino, é uma excelente escolha. Este cartão pode ser reciclado, pode ser compostado. E mesmo, se na pior das hipóteses for colocado no lixo indiferenciado, vai degradar-se.

Já para não falar das outras vantagens do sabonete sólido. Reduz a quantidade de água necessária para a produção. Como é concentrado ocupa menos espaço, logo a embalagem é menor, logo menos matéria prima e menos impacto no transporte. Só vantagens!

03
Ago21

Cidades Sustentáveis

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Vivemos uma crise ambiental sem precedentes. Estamos a destruir o nosso Planeta. Incêndios violentos destroem o centro da Europa. No norte da Europa, chuvas torrenciais tiram a vida a centenas de pessoas… O que é que precisamos mais para perceber que as alterações climáticas estão a acontecer, e que é urgente agir!

E as cidades têm um papel fundamental na transformação da crise ambiental…

Mas para isso, têm de começar a ser vistas como sistemas ecológicos, e isto tem ser transposto para o planeamento das nossas cidades. Não podemos deixar que as cidades cresçam de forma inconsequente, como se não houvesse um limite para o consumo de solo e de recursos.

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A solução está em pensar a cidade como um metabolismo circular, onde o consumo é reduzido pela implementação de eficiências (eficiência energética, redução de temperaturas, absorção de dióxido de carbono, absorção de água das chuvas, etc), e maximizando a reutilização dos recursos. Devemos reciclar materiais, reduzir o lixo, conservar os recursos não renováveis, insistir no consumo dos renováveis, e maximizar a eficiência ambiental.

E muitas destas eficiências conseguem-se com o desenho urbano, com soluções simples, como a plantação de mais árvores, mas árvores a sério, grandes e com sombra, que possam ajudar a amenizar a temperatura de verão, reter a humidade, e ajudar a infiltrar as águas provenientes das chuvas… queremos árvores de folha caduca junto aos edifícios, coladas às varandas, nas nossas ruas, praças. Queremos cidades em harmonia com a Natureza.

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Uma solução aparentemente tão simples, e que esbarra constantemente com tantos obstáculos…

Precisamos de soluções inovadoras, fora da caixa, mas na generalidade são soluções baseadas no funcionamento da natureza…

Gerir as áreas urbanas tem-se tornado um dos desafios mais importantes do Século XXI. O nosso sucesso ou fracasso na construção sustentável das cidades vai depender da forma como são pensadas. Temos de decidir se queremos continuar a perpetuar os erros do passado, ou somos capazes de ter uma visão inovadora das cidades?

Estamos dispostos a aceitar e experimentar novas soluções? Ou vamos esbarrar sempre na mentalidade de fazer mais do mesmo… apenas a pensar no lucro e em respostas imediatas.

Agora é o momento de pensar o futuro.

A urbanização sustentável é a chave para um desenvolvimento com sucesso. Se forem bem geridas, as cidades podem oferecer oportunidades de desenvolvimento económico, de qualidade ambiental e de equidade social para um grande número de pessoas.

Está nas nossas mãos não deixar repetir os erros do passado.

Lutemos por cidades mais amigas do ambiente, mas também mais amigas dos cidadãos.

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Temos de parar de pensar apenas nos nossos interesses individuais, e pensar que tudo o que construímos nas cidades tem impacto na vida de todos.

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