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my green story

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26
Jan22

Reciclagem!

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Para fazer reciclagem não precisa de um contentor especial, ou sequer de muito espaço. É apenas uma questão de vontade.

E choca-me que passados todos estes anos tantas pessoas continuem a não fazer a reciclagem. E ainda me choca mais quando dizem que isso é obrigação do governo e das autarquias. Claro que têm a sua quota-parte de responsabilidade. Devia haver muito mais investimento na promoção da reciclagem de diversos materiais. A compostagem industrial devia ser uma realidade em todos os municípios. E sabemos que em muitos a cobertura de ecopontos deixa muito a desejar. Mas todos temos responsabilidades. E cabe a cada um de nós fazer a sua parte.

E já ouvi desculpas de todos os tipos: não tenho espaço, um contentor desses é muito caro e não me cabe na cozinha… meus amigos, nada disso é desculpa. Basta reaproveitar os sacos e caixas que temos lá por casa e já temos ecoponto.

E sei que já disse isto inúmeras vezes, mas eu acho que grande parte das pessoas não tem noção da quantidade de lixo que é produzido diariamente. E de quanto lixo poderíamos evitar.

Tudo devia começar por reduzir. Reduzir o consumo, e reduzir a quantidade de lixo produzida.

Em média, cada Português produz cerca de 1,4 Kg de lixo/dia. Fazendo as contas isso dá cerca de 512 Kg de lixo/ano por pessoa. Portugal tem cerca de 10 milhões de habitantes, o que quer dizer que produzimos cerca de 5 milhões de Ton de lixo por ano!

E Lembre-se, o lixo não desaparece! Vai para aterros que estão continuamente a aumentar… Daí ser tão importante fazer a reciclagem, e reduzir a quantidade de lixo que produzimos!

Sabia que uma pilha pode ficar 100 anos a lançar contaminantes, como o mercúrio, para o meio natural? O plástico pode demorar mais de 400 anos a degradar-se no meio ambiente. Uma lata de alumínio pode demorar até 500 anos a degradar-se. Uma garrafa de vidro pode nunca chegar a desaparecer no meio ambiente, e 1 litro de óleo alimentar usado pode contaminar 1 milhão de litros de água.

Por isso, do que é que está à espera para começar a reciclar?

Vou lançar-vos um desafio. Durante uma semana separem todo o lixo. Tudo quanto são embalagens de plástico, latas ou embalagens de sumo, leite ou iogurtes coloquem num saco de plástico velho que tenham lá por casa. Se tiverem um saco de papel já usado coloquem lá dentro tudo o que é papel ou cartão. De embalagens de cereais, a interiores dos rolos de papel higiénico, todo o papel e cartão deve ir para a nossa reciclagem do papel. Se não tiverem sacos de papel velhos usem uma caixa, ou um saco de plástico, ou de tecido. Quando forem à reciclagem retiram os papéis do saco e colocam no ecoponto devido.

Quanto ao vidro, coloquem num canto de um armário que não vos cause muito transtorno. Ao fim da semana vejam quanto lixo acumularam, e quanto lixo evitaram que fosse para o lixo indiferenciado.

Lembre-se que ao reciclar 1 tonelada de papel evita o abate de 22 árvores e a emissão de 2,5 toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera, além de poupar até 60% de água e energia relativamente ao processo original?

Ao reciclar 1 tonelada de vidro, poupa em relação ao vidro virgem, 1,2 toneladas de matéria-prima?

- 1 tonelada de PET (plástico) permite produzir cerca de 2000 calças em poliéster?

- 100 toneladas de plástico reciclado evitam a extracção de 1 tonelada de petróleo?

- A reciclagem de 1000 kg de aço evita a extracção de 1500 kg de minério?

O que é que está à espera para começar a reciclar?

É essencial Reduzir a quantidade de lixo que produzimos!

O primeiro passo passa por reutilizar objectos e embalagens, evitando assim que estes se tornem resíduos. Mas quando já não têm utilidade, recicle.

Recicle separando correctamente os seus resíduos.

Lembre-se que os seus gestos fazem a diferença. Por si, e por todos, está na altura de mudar!

20
Jan22

Importância dos Espaços Verdes

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Hoje vou falar-vos da importância que as árvores e os espaços verdes em geral têm no combate às alterações climáticas, no combate à degradação dos solos, e na melhoria da qualidade do ar.

Todos os anos assistimos à destruição de hectares e hectares de floresta, e esquecemo-nos do impacto negativo que isso tem no ambiente a todos os níveis. A floresta é essencial para o equilíbrio do Planeta, e no combate às alterações climáticas.

Mas também não podemos esquecer que atualmente as cidades, apesar de ocuparem apenas cerca de 2% da superfície terrestre, são responsáveis por mais de 60% das emissões de gases do efeito estufa. Ou seja, é nas cidades que se encontra uma das maiores oportunidades de se reduzir a emissão de CO2.

E um dos melhores aliados que podemos ter na redução das emissões de gases com efeitos de estufa, são as árvores e os espaços verdes em meio urbano, que têm a capacidade de absorver esses gases poluentes. São inúmeros os benefícios das Plantas e dos espaços verdes em meio urbano. Mas penso que muitas vezes passam despercebidos à maioria das pessoas…

Os espaços verdes absorvem os gases e fixam partículas poluentes, e aumentam a retenção de água. Não só porque aumentam as áreas permeáveis, mas porque a própria vegetação ajuda a reter água, e ajudam a que a mesma se infiltre no solo.

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Por exemplo, uma cobertura ecológica (revestida a vegetação) pode reduzir significativamente o desperdício de água das chuvas. A água das chuvas que cai numa cobertura revestida a vegetação, é inicialmente retida, e só o excesso sairá lentamente através dos tubos de queda. Além disso, permite que parte dessa água volte para a atmosfera através da evaporação. Além disso, essa água pode ser armazenada para outros usos, como por exemplo autoclismos (é imensa a quantidade de água potável desperdiçada com as descargas dos autoclismos).

A Vegetação melhora o microclima. A existência de árvores e outra vegetação nas cidades ajuda a tornar as temperaturas mais amenas. Isto significa que se criam espaços mais frescos no verão, e menos frios no Inverno. A existência de vegetação em redor dos edifícios, e as coberturas revestidas a vegetação, conseguem arrefecer e aumentar os níveis de humidade no verão, ajudando não só a melhorar o microclima, como a poupar energia com os sistemas de climatização dos edifícios.

Desse modo está-se a reduzir duplamente as emissões de carbono. Reduzimos emissões porque poupamos energia, e reduzimos a quantidade de dióxido de carbono presente no ar, porque é absorvido pela vegetação.

Além disso, a vegetação em meio urbano desempenha um papel essencial na qualidade do ar. A vegetação, em especial as árvores, têm a capacidade de depurar o ar, isto quer dizer que têm a capacidade de o limpar, fixando partículas, absorvendo poluentes e dióxido de carbono e em simultâneo libertam oxigénio.

A vegetação nas cidades funciona como um filtro ambiental, uma vez que, ajuda a filtrar as partículas poluentes e o pó que se encontram na atmosfera. O substrato, isto é, o conjunto da vegetação rasteira, raízes e solo, por sua vez, filtram os nitratos, e outras partículas poluentes da água da chuva, evitando assim a contaminação dos lençóis freáticos, e que estas sejam ser arrastadas para os rios e mares.

A vegetação aumenta a protecção contra o ruído. As áreas ajardinadas são bons isolantes naturais e absorvem mais som que as superfícies duras.

Os espaços verdes, além de serem essenciais para a nossa saúde e bem-estar psicológico, fornecem habitats naturais para diversos seres vivos. É a possibilidade de devolver a natureza às cidades.

Por todos esses motivos, é essencial proteger as árvores e trabalhar em conjunto para aumentar os espaços verdes nas nossas cidades. A existência de vegetação é essencial para o nosso bem-estar e para a nossa saúde.

12
Jan22

Não Olhem para Cima

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Não posso deixar de partilhar convosco um filme que vi recentemente:

“Não Olhem para Cima”

Este filme, apesar de ser ao estilo “americano”, é uma incrível sátira à sociedade em que vivemos.

Dois cientistas descobrem que há um cometa em rota de colisão com o Planeta Terra, e caso não se consiga desviar essa rota, será a destruição total da vida do Planeta. Mas, perante esta notícia que devia deixar toda a gente em pânico, as pessoas ficam indiferentes. Mais preocupadas com a vida das celebridades e com telemóveis novos, que na maioria dos casos fazem coisas que não servem para nada.

Pensem um bocadinho. Esta é a nossa sociedade. Como é que chegámos a este ponto?

Parece que vivemos num mundo governado por um bando de loucos, onde a comunicação social é rainha, e nos faz acreditar naquilo que dá jeito…

E eu vejo aqui um grande paralelismo com o que está a acontecer com as alterações climáticas e com a destruição do Planeta. Sabemos que está a acontecer, mas simplesmente não queremos saber. É assustador…

E o mais assustador é que esta sátira é um verdadeiro espelho da nossa sociedade atual.

No filme, os astrónomos entram em desespero porque a sua tentativa de avisar a humanidade, para que os governos se unam no sentido de salvar o Planeta, vai-se tornar uma difícil corrida de obstáculos. Ninguém os leva a sério. São apelidados de maluquinhos porque estão a tentar espalhar o pânico, porque se enervam, porque não são politicamente corretos. São totalmente ridicularizados pela comunicação social, que não passa de um espetáculo anestesiado e medíocre, movido por likes de facebook e instagram.

Já George Orwell, no seu livro 1984, falava deste poder da comunicação social para distorcer a realidade de modo a manter o “status quo”, e o modelo de governação. Publicado em 1949, o texto já à época era visionário, e retrata na perfeição muito do que vivemos hoje, em que a opinião pública muda em função dos objectivos políticos e da comunicação social. Onde ninguém pára para se questionar. Um mundo onde uma reportagem sobre a vida intima de uma celebridade capta muito mais visualizações e atenção, que os problemas reais do mundo.

E o filme retrata isto na perfeição. “Não Olhe Para Cima” é um filme sobre um mundo governado por atrasados mentais poderosos (desculpem a expressão, mas não encontro nenhuma mais adequada), que permitem que um cometa caia na Terra e cause a extinção da humanidade, só pela sede de poder e dinheiro.

Ganância e estupidez governam o mundo. E esta loucura foi inspirada no mundo real.

E fica claro que a comunicação social e as redes sociais servem para manter o povo anestesiado, enquanto a ganância e a sede de poder determinam o futuro do Planeta.

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