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my green story

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10
Nov21

Dia da Bolota!

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Hoje celebra-se o dia da bolota. O Dia da Bolota celebra-se desde 2009, com o objetivo de consciencializar a população para a importância de proteger a floresta autóctone em Portugal, que é maioritariamente constituída por árvores da família dos carvalhos. A bolota é o fruto do carvalho, assim como do sobreiro e da azinheira.

No entanto a floresta autóctone era constituída por uma grande variedade de espécies. E é essa variedade que é essencial preservar, pois as relações de simbiose entre as diversas plantas, as diversas espécies, são essenciais não só para manter a saúde da floresta, como para preservar a biodiversidade.

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Nas últimas décadas, temos assistido a uma grande destruição da floresta autóctone em Portugal. As plantações florestais constituídas por apenas uma espécie estão muito mais sujeitas a pragas e aos incêndios florestais. É a diversidade que aumenta a resiliência, e ajuda a proteger das alterações climáticas.

A bolota é o fruto do carvalho, assim como do sobreiro e da azinheira, que existem em maior abundância no Alentejo. As bolotas dos carvalhos e dos sobreiros são amargas, e costumavam ser utilizadas para alimentar os porcos que viviam ao ar livre.

As bolotas das azinheiras são doces, e são um ótimo petisco. Assadas são melhores ainda que as castanhas que eu adoro!

Uma excelente forma de comemorar este dia é semear uma bolota com os seus filhos ou netos. Depois acompanhar o seu nascimento, ao longo das próximas semanas, e o seu crescimento ao longo dos anos. É uma actividade divertida para os miúdos, e uma excelente forma de os sensibilizar para a importância de protegermos as árvores e floresta.

Imagino que já devem estar fartos de me ouvir sempre repetir o mesmo, mas é realmente importante proteger as árvores. Disso depende a nossa sobrevivência. A vários níveis, elas são essenciais à vida.

Ainda há poucas semanas a OMS publicou um relatório muito preocupante, onde defende que devem ser tomadas medidas urgentes para evitar o avanço das alterações climáticas e assim salvar a vida a milhões de pessoas, “se não agirmos rapidamente de modo a reverter os efeitos da crise climática, estaremos a avançar para uma catástrofe sanitária iminente”, referem.

E um dos nossos melhores aliados no combate às alterações climáticas são as árvores.

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No entanto, apesar de todos os alertas, de inúmeros estudos demonstrarem não só a importância de preservar as florestas, como aumentar e proteger as árvores em meio urbano, continuamos a ter políticas em relação às árvores onde não favorecemos nem o ambiente, nem a saúde, nem o bem-estar das populações.

A vegetação é essencial para as nossas cidades, e deve ser pensada como extensão dos Edifícios, pois esta, se for bem pensada, pode ajudar a reduzir os consumos energéticos, a tornar os edifícios mais confortáveis e também mais saudáveis. Não esqueçamos, que além de todos os outros benefícios das plantas, elas purificam o ar, e conseguem absorver metais pesados, que são extremamente nocivos para a nossa saúde.

A existência ou não de arborização de grande porte ao longo das ruas, é determinante para a qualidade do ar, e para mitigar os efeitos das alterações climáticas. Por isso, peço que se adoptem políticas que protejam as árvores em meio urbano, que sensibilizem a população para a necessidade de proteger as árvores, e que se encontrem soluções para resolver os problemas das pessoas sem abater as árvores. Os espaços verdes são essenciais para tornar as nossas cidades mais confortáveis, mais amigas do ambiente e mais resilientes às alterações climáticas.

As árvores têm a capacidade de nos dar conforto bioclimático. É essencial criar uma estrutura verde nas cidades, que permita a continuidade dos espaços verdes. Isto melhora a absorção das águas das chuvas, ajuda a regular o ciclo hídrico, a absorção de dióxido de carbono, a qualidade do ar, ameniza a temperatura, e aumenta a multifuncionalidade do espaço público. Propicia a utilização do espaço público e a interação entre as pessoas, o que pode claramente favorecer a economia e o comércio local.

Temos de pensar em soluções baseadas no funcionamento da natureza, e na compreensão dos processos ecológicos. Esta será a melhor forma de prevenir desastres naturais.

A existência ou não de arborização de grande porte ao longo das ruas, é determinante para a qualidade do ar, e para mitigar os efeitos das alterações climáticas. Por isso está no momento de agir. Temos de proteger as florestas e também as árvores nas nossas cidades. Se cada um de nós plantasse pelo menos 10 árvores, de certeza que iríamos ter um mundo melhor!

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