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my green story

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03
Nov21

É agora ou nunca...

Elsa Caeiro e Elsa Santos

foto-video dinossauro.jpg

https://www.youtube.com/watch?v=mGNq2Rln53Y

A uns dias da conferência mundial sobre alterações climáticas, a ONU lançou um vídeo polémico, com o objectivo de chamar as pessoas à atenção. Sugiro a todos que vejam o vídeo, vale mesmo a pena.

Nesse vídeo, um dinossauro aparece para apelar ao mundo para não ignorar as alterações climáticas. O dinossauro entra no famoso salão da Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque para dizer aos diplomatas do mundo que “a extinção é uma coisa má”, e permitir que isso aconteça é só estúpido.

Se não agirmos rapidamente de modo a reverter os efeitos da crise climática, estaremos a avançar para uma catástrofe a nível mundial. Existe o risco real e iminente da seca e da escassez de água afectarem o globo de forma sistémica se os países não tomarem medidas urgentes sobre a gestão da água e dos solos para combater as alterações climáticas.

No entanto, apesar de todos estes alertas, parecemos um bocadinho indiferentes. Na realidade, acho que grande parte das pessoas ainda não tomou consciência, que as escolhas insustentáveis que fazemos estão a matar o nosso planeta, e as pessoas. E normalmente quem mais sofre, são os mais desfavorecidos. Se não agirmos rapidamente, cada vez serão mais frequentes fenómenos como cheias, incêndios, tempestades, secas extremas e outros desastres naturais, como consequência das alterações climáticas. Estes eventos estão a afetar a vida de milhares de pessoas, causando milhares de mortes e ameaçando os sistemas de saúde, mas o problema ainda se vai agravar, e muito…

Também a qualidade da nossa alimentação está a ser alterada devido ao aquecimento global, a que se somam outros problemas, como a escassez de água, a poluição do ar, da água e dos solos, a disseminação de doenças, como a malária devido ao aumento da temperatura, e o impacto negativo das alterações climáticas na saúde mental das pessoas.

A verdade é que as alterações climáticas são uma das maiores ameaças sanitárias que a Humanidade está a enfrentar, e o mais grave é que nem sequer temos consciência disso.

Só para ter uma ideia da gravidade do problema: a poluição atmosférica, causa, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, cerca de 13 mortes por minuto em todo o mundo.

De acordo com declarações da diretora do ambiente, alterações climáticas e saúde da OMS. “Reduzir a poluição atmosférica aos níveis recomendados, reduziria o número total de mortes devido à poluição atmosférica em 80%, ao mesmo tempo que reduziria dramaticamente a emissão de gases de estufa, que alimentam as alterações climáticas.

São múltiplas as questões que se relacionam directamente com o ambiente, e com as alterações climáticas, mas os nossos padrões de consumo, a forma como nos deslocamos e a organização das nossas cidades são determinantes para resolver o problema.

O facto de termos cidades cada vez maiores, que se espalham pelo território vai obrigar-nos a maiores deslocações, para as quais normalmente utilizamos o automóvel. Isto vai libertar gases poluentes para a atmosfera, e consequentemente agravar as alterações climáticas. A forma como gerimos os resíduos também é essencial. A existência ou não de arborização de grande porte ao longo das ruas, é determinante para a qualidade do ar, e para mitigar os efeitos das alterações climáticas.

E todos estes fatores estão intimamente interrelacionados. As cidades são sistemas complexos, e todas as dimensões, todas as escolhas de desenho e organização podem ter um impacto positivo ou negativo no ambiente.

Mas sabemos todos o quanto as árvores são importantes para mitigar os efeitos das alterações climáticas. Elas purificam o ar, absorvem poluentes, libertam oxigénio, absorvem dióxido de carbono, dão-nos sombra, protegem-nos do calor extremo, ajudam a regular a temperatura, ajudam a regular o ciclo hidrológico, ajudam à absorção e retenção das águas das chuvas, regulam a humidade do ar, ajudam a evitar cheias…. E ainda assim continuamos a cortar as árvores nas nossas cidades. Isto mesmo sabendo que elas são um dos nossos melhores aliados no combate às alterações climáticas. Por isso, tal como o dinossauro do vídeo da ONU, pergunto se seremos assim tão burros, que continuamos a cometer sempre e sempre os mesmos erros….

Como diz o dinossauro no vídeo “É agora ou nunca”…

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