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my green story

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17
Nov21

Moda versus Sustentabilidade

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Moda e sustentabilidade não são fáceis de conciliar. Mas são questões que sempre me preocuparam. Se por um lado adoro roupa, e tenho de me conter para não comprar por impulso, por outro, fico com peso na consciência sempre que compro uma peça nova.

Hoje em dia apela-se muito a ter menos, e a fazer limpezas aos armários e a vender em segunda mão. E eu sou apologista de comprar em segunda, terceira ou quarta mão… mas esta coisa do deitar fora, ou vender ou “reciclar” (depositar no ecoponto não é garantia de que a roupa será reciclada), não é a solução para o problema. Temos mesmo de actuar em diversas vias. E em grande medida, passa por reutilizar o que temos em casa. A moda é cíclica, e quantas vezes não voltamos a ver nas lojas aquelas peças que há uns anos pusemos de parte, e que agora estão na moda novamente.

Eu tenho peças de roupa mais velhas que eu, que eram da minha mãe, da minha avó. É claro que em algumas tenho de fazer alterações, mas com pequenos ajustes ainda hoje se mantêm actuais.

Nunca se comprou tanta roupa para usar durante tão pouco tempo, como agora. Cada vez há um maior consumo, e cada vez as pessoas usam a roupa menos vezes. É aquilo a que chamamos “fast fashion”, que no fundo é usar e deitar fora… Uma filosofia completamente contrária à proteção do ambiente. E como é que nós ficamos? Por um lado todos gostamos de andar na moda, por outro, não podemos continuar a alimentar este consumismo desenfreado… A roupa que compramos tem um grande impacto no ambiente. Por isso temos de conter os nossos impulsos de comprar mais e mais coisas.

Já muitas marcas usam o slogan da sustentabilidade para apelar ao consumo. Se por um lado é importante que as marcas tenham maior preocupação com o impacto ambiental das peças que produzem, por outro lado é essencial reduzir o consumo de roupa, pois a indústria têxtil tem um enorme impacto no ambiente a vários níveis. E, na realidade o “slogan da sustentabilidade” é usado para vender mais. E é isso que queremos contrariar.

O consumo de Fast fashion tem graves impactos ambientais. Segundo a revista Forbes, o setor de vestuário é responsável por 10% das emissões de dióxido de carbono e permanece como segundo maior poluidor, logo a seguir ao petróleo. Aproximadamente 70 milhões de barris de petróleo são usados a cada ano para produzir poliéster, que hoje é a fibra mais utilizada em roupas e cuja decomposição leva cerca de 200 anos.

Mas nunca podemos esquecer que é o consumidor que dita o mercado.

Fomos nós que gerámos este padrão de produção e consumo no qual os produtos são fabricados, consumidos e descartados rapidamente. Mas também somos nós que temos o poder de mudar.

Volto a reforçar, o consumidor é que determina os padrões de mercado. Se começarmos a fazer escolhas informadas, e recusarmos este consumo desenfreado, a produção vai ter de mudar.

Tente comprar só o que realmente precisa, opte por fibras naturais!

Use e volte a usar as suas roupas, e quando estiverem velhas e estragadas dê-lhes novos usos. E, em última análise, recicle quando já não tiverem qualquer utilidade para si.

Lembre-se o Planeta é só um! Temos de o proteger!

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