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my green story

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23
Mar22

Dia Mundial da Água!

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Dia Mundial da Água celebrou-se ontem, dia 22 de março. Este dia visa alertar as populações e os governos para a necessidade urgente de preservação e poupança deste recurso natural tão valioso.

A situação de seca, que neste último ano tem afetado Portugal e toda a Península Ibérica deve preocupar-nos a todos os níveis, e alertar-nos para a necessidade de proteger este recurso cada vez mais escasso. Até porque as previsões apontam para períodos cada vez mais longos sem precipitação, e para precipitações intensas e de curta duração quando acontecem. Por isso temos de nos preparar para este cenário, não só através da adoção de medidas de adaptação e mitigação das alterações climáticas, como através da adoção de hábitos de poupança de água.

Vou dar algumas dicas muito simples, mas que poderão ajudar a poupar centenas de litros de água por mês. Por vezes é muito mais simples do que imagina. E é tudo uma questão de hábito. No início pode custar um bocadinho, mas se nos regrarmos, rapidamente estes hábitos começam a fazer parte do nosso dia-a-dia de forma mecânica, e já nem temos de pensar para os por em prática.

Uma coisa que não consigo evitar reparar, é que a grande maioria das pessoas, quando lava as mãos, ou a loiça, ou até hortaliça, abre a torneira no máximo. E se a torneira não tiver redutores de caudal, vai estar a gastar cerca de 12l de água por minuto.

Mas não precisa abrir a torneira toda para fazer essas coisas. Consegue fazê-las de forma igualmente eficaz se abrir só um bocadinho a torneira. Basta ter o cuidado de só abrir um bocadinho a torneira. A pouco e pouco isto vai tornar-se um hábito, e vai estar a poupar dezenas de litros de água. E com mais uma vantagem, não salpica água para todos os lados, como acontece quando a torneira está aberta no máximo.

Outra coisa que eu faço, é usar alguidares para lavar as hortaliças. No final aproveito essa água para regar os vasos e as árvores.

Também costumo ter um alguidar com água limpa para passar as mãos por água, e os utensílios de cozinha, sem usar detergente, depois também uso essa água para rega.

Outra coisa muito simples que pode fazer é usar um copo para lavar os dentes. Em vez de ter a água sempre a correr, enche um copo com água, e aí terá toda a água necessária para lavar os dentes. Vai estar a poupar muita água.

Quando lavar as mãos, ou tomar banho, feche sempre a torneira quando se está a ensaboar. Pense bem na quantidade de água que está a ir diretamente para o esgoto quando não fecha a torneira.

O duche ou banho de imersão exagerados são responsáveis por grande parte do desperdício do consumo médio de uma habitação. Cada banho de imersão gasta cerca de 200 litros, e um duche prolongado pode levar bem mais de 100 litros. Por isso, opte por duches rápidos de 5 minutos, e feche a torneira enquanto se ensaboa.

Lavar a loiça à mão também representa um grande consumo de água, sobretudo se tiver sempre a torneira aberta.

Evite lavar loiça à mão, mas se tiver de lavar faça como as nossas avós, um alguidar para lavar a loiça, outro para enxaguar, nada de ter a torneira a correr! Mas, sempre que possível utilize a máquina de lavar loiça. E tente usar a máquina com a carga completa. Vai estar a poupar água e energia.

O mesmo para a máquina da roupa. Utilize sempre a máquina com a carga completa e no programa económico, a baixas temperaturas. Utilize também detergentes que sejam amigos do ambiente e que produzam pouca espuma.

Tenha também cuidado com o autoclismo. Ajuste o autoclismo para o volume de descarga mínimo. Se for um autoclismo antigo, que não permite regular a descarga, não pressione a totalidade do botão, assim a descarga será menor.

Poderá ainda encher uma garrafa de água de 1,5l, e introduzi-la no depósito do autoclismo, sem bloquear o sistema de descarga. Assim, vai poupar água sempre que descarregar o autoclismo, porque o depósito terá menor quantidade de água.

Outra coisa que para mim é óbvia, mas já percebi que para muitos não é, é Não deitar lixo na sanita, pois desta forma evitará descargas desnecessárias. Além disso estará a contribuir para facilitar o tratamento da água dos esgotos, e evitar entupimentos na sua canalização.

Lembre-se, sempre que poupar água está a proteger o seu futuro e dos seus filhos!

Proteja o ambiente, está nas suas mãos.

29
Dez21

Ano Novo, Vida Nova!

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Estamos a chegar ao fim de mais um ano, altura em que muitos de nós fazem um balanço e uma lista das coisas que querem fazer ou mudar…

O que venho aqui propor não é novidade, mas acho que agora é boa altura para juntar à sua lista de ano novo ser mais amigo do ambiente. Sei que já disse isto muitas vezes, mas não me canso de repetir… As nossas decisões do dia a dia, os nossos comportamentos têm impacto direto no meio ambiente. E é urgente mudar a forma como olhamos para a Natureza, para a economia, e repensar as nossas prioridades e valores…

Há muito tempo que se fala que estamos a esgotar os nossos recursos, estamos a destruir o Planeta. Mas parecemos assistir a tudo isso como se fosse uma coisa acessória, de menor importância, que relembramos de vez em quando, mas rapidamente esquecemos… Por isso, e porque precisamos deste Planeta para viver, é que é tão importante preservar a natureza…

Está na altura de mudar! A responsabilidade é de todos nós. Somos responsáveis pelos nossos comportamentos, e nada como começar um novo ano adoptando gestos simples, que podem fazer tanto pelo nosso Planeta.

Por isso vou dar-vos aqui algumas dicas muito simples de como ser mais amigo do Planeta:

  1. Fazer a Reciclagem.

Separar o lixo e fazer a reciclagem é o mínimo que podemos fazer… Lembre-se que o lixo não desaparece, ele vai amontoar-se em lixeiras e aterros, que estão sempre a crescer…

  1. Leve os seus próprios sacos quando vai às compras!

Normalmente, quando vamos às compras abusamos dos sacos de plástico na compra de legumes e fruta. Uma cougette vai num saco, as maçãs noutro, os pimentos noutro, e por aí em diante. Têm preços diferentes, mas seria mais amigo do ambiente pôr tudo no mesmo saco, pesar os produtos individualmente, e voltar a colocar num saco maior. Podemos até levar um saco de pano de casa para colocar a fruta, e só retirar na caixa para que os produtos possam ser pesados separadamente. No entanto se precisar de usar sacos de plástico do supermercado, reutilize-os. Os sacos da fruta são excelentes para colocar nos baldes do lixo mais pequenos. Assim evita comprar sacos do lixo e está a reutilizar aqueles que já usou.

Nisto, como em quase tudo, o importante é o equilíbrio. Eu normalmente levo sacos de tecido para a fruta, mas ocasionalmente também uso sacos de plástico. Mas a esses dou sempre outros usos.

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3. Outra medida importante é comprar produtos de produtores locais. Estará a ser duplamente amigo do ambiente e ainda estimula a economia local. Evita-se a poluição causada pelo transporte e normalmente, as pequenas produções locais usam muito menos químicos.

4. E, sempre que possível, compre produtos biológicos, vai estar a ajudar o ambiente e a sua saúde. A possibilidade de dispor de alimentos não contaminados por resíduos tóxicos, é uma das razões que justificam a adopção de novos modelos de produção e consumo, onde a saúde e o bem-estar, são notas dominantes.

5. Sempre que puder faça as suas deslocações a pé ou de bicicleta, vai estar a ajudar o ambiente e a sua saúde. Evita emissões poluentes e faz exercício, além de que poupa dinheiro em combustível.

6. Coma menos carne, tente substituir algumas refeições de carne por proteínas de origem vegetal. Vai estar a proteger o ambiente, porque reduz as emissões de CO2, protege os animais e também a sua saúde. Ingerimos proteínas de origem animal em excesso.

7. Tente comprar menos roupa, e sapatos e malas. É uma indústria com um enorme impacto no ambiente. E quando compra tente escolher tecidos amigos do ambiente, e de indústria responsável, que pensa nos seus impactos ao longo de toda a cadeia. Desde o produtor ao consumidor final.

8. Poupe água! Poupe água dos banhos, da lavagem dos dentes, das mãos, da loiça, dos legumes…

9. E Reutilize… reutilize tudo o que puder. Sacos, roupas, embalagens, água!

10. Poupe energia! Apague as luzes dos espaços que não está a usar.

11. Para finalizar, não podia faltar, Proteja as árvores, crie espaços verdes. Proteja as árvores da sua cidade. E, se tiver quintal, não impermeabilize o solo. Plante árvores e outras plantas bem adaptadas.

E lembre-se, sempre que estiver a proteger o ambiente, também vai estar a proteger a sua saúde!

Feliz 2022! Não se esqueça, está nas suas mãos, pela sua saúde e pela vida no nosso Planeta, proteja o ambiente!

10
Nov21

Dia da Bolota!

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Hoje celebra-se o dia da bolota. O Dia da Bolota celebra-se desde 2009, com o objetivo de consciencializar a população para a importância de proteger a floresta autóctone em Portugal, que é maioritariamente constituída por árvores da família dos carvalhos. A bolota é o fruto do carvalho, assim como do sobreiro e da azinheira.

No entanto a floresta autóctone era constituída por uma grande variedade de espécies. E é essa variedade que é essencial preservar, pois as relações de simbiose entre as diversas plantas, as diversas espécies, são essenciais não só para manter a saúde da floresta, como para preservar a biodiversidade.

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Nas últimas décadas, temos assistido a uma grande destruição da floresta autóctone em Portugal. As plantações florestais constituídas por apenas uma espécie estão muito mais sujeitas a pragas e aos incêndios florestais. É a diversidade que aumenta a resiliência, e ajuda a proteger das alterações climáticas.

A bolota é o fruto do carvalho, assim como do sobreiro e da azinheira, que existem em maior abundância no Alentejo. As bolotas dos carvalhos e dos sobreiros são amargas, e costumavam ser utilizadas para alimentar os porcos que viviam ao ar livre.

As bolotas das azinheiras são doces, e são um ótimo petisco. Assadas são melhores ainda que as castanhas que eu adoro!

Uma excelente forma de comemorar este dia é semear uma bolota com os seus filhos ou netos. Depois acompanhar o seu nascimento, ao longo das próximas semanas, e o seu crescimento ao longo dos anos. É uma actividade divertida para os miúdos, e uma excelente forma de os sensibilizar para a importância de protegermos as árvores e floresta.

Imagino que já devem estar fartos de me ouvir sempre repetir o mesmo, mas é realmente importante proteger as árvores. Disso depende a nossa sobrevivência. A vários níveis, elas são essenciais à vida.

Ainda há poucas semanas a OMS publicou um relatório muito preocupante, onde defende que devem ser tomadas medidas urgentes para evitar o avanço das alterações climáticas e assim salvar a vida a milhões de pessoas, “se não agirmos rapidamente de modo a reverter os efeitos da crise climática, estaremos a avançar para uma catástrofe sanitária iminente”, referem.

E um dos nossos melhores aliados no combate às alterações climáticas são as árvores.

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No entanto, apesar de todos os alertas, de inúmeros estudos demonstrarem não só a importância de preservar as florestas, como aumentar e proteger as árvores em meio urbano, continuamos a ter políticas em relação às árvores onde não favorecemos nem o ambiente, nem a saúde, nem o bem-estar das populações.

A vegetação é essencial para as nossas cidades, e deve ser pensada como extensão dos Edifícios, pois esta, se for bem pensada, pode ajudar a reduzir os consumos energéticos, a tornar os edifícios mais confortáveis e também mais saudáveis. Não esqueçamos, que além de todos os outros benefícios das plantas, elas purificam o ar, e conseguem absorver metais pesados, que são extremamente nocivos para a nossa saúde.

A existência ou não de arborização de grande porte ao longo das ruas, é determinante para a qualidade do ar, e para mitigar os efeitos das alterações climáticas. Por isso, peço que se adoptem políticas que protejam as árvores em meio urbano, que sensibilizem a população para a necessidade de proteger as árvores, e que se encontrem soluções para resolver os problemas das pessoas sem abater as árvores. Os espaços verdes são essenciais para tornar as nossas cidades mais confortáveis, mais amigas do ambiente e mais resilientes às alterações climáticas.

As árvores têm a capacidade de nos dar conforto bioclimático. É essencial criar uma estrutura verde nas cidades, que permita a continuidade dos espaços verdes. Isto melhora a absorção das águas das chuvas, ajuda a regular o ciclo hídrico, a absorção de dióxido de carbono, a qualidade do ar, ameniza a temperatura, e aumenta a multifuncionalidade do espaço público. Propicia a utilização do espaço público e a interação entre as pessoas, o que pode claramente favorecer a economia e o comércio local.

Temos de pensar em soluções baseadas no funcionamento da natureza, e na compreensão dos processos ecológicos. Esta será a melhor forma de prevenir desastres naturais.

A existência ou não de arborização de grande porte ao longo das ruas, é determinante para a qualidade do ar, e para mitigar os efeitos das alterações climáticas. Por isso está no momento de agir. Temos de proteger as florestas e também as árvores nas nossas cidades. Se cada um de nós plantasse pelo menos 10 árvores, de certeza que iríamos ter um mundo melhor!

23
Jul21

Qualidade do ar

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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A qualidade do ar tem um impacto direto na nossa saúde e bem-estar, e está também diretamente relacionada com a questão das alterações climáticas.

O ar é um recurso essencial à vida, e a sua qualidade tem implicações directas e indirectas no ambiente, sendo determinante para a saúde pública e bem-estar da população.

Estima-se que, algumas partículas e gases poluentes presentes no ar são responsáveis pela morte de cerca de 6000 portugueses todos os anos.

Normalmente quando pensamos nisso, pensamos que a culpa é das fábricas. Mas elas representam uma ínfima parte do problema. As emissões poluentes são em grande medida produzidas pelas nossas cidades, pelo transporte, e por práticas de pecuária e agricultura intensiva.

E é um problema, que nos afecta a todos, mas que também só pode ser minimizado com o contributo de todos. É por isso importante alertar, sensibilizar, e envolver toda a sociedade para a proteção da qualidade do ar hoje e no futuro.

E como é que eu posso contribuir para melhorar a qualidade do ar?

  1. Sempre que optar por não utilizar o automóvel, e fizer pequenos percursos a pé ou de bicicleta está a contribuir para melhorar a qualidade do ar.
  2. Os automóveis são responsáveis pela emissão de muitos gases poluentes prejudiciais ao ambiente e à nossa saúde.
  3. Sempre que possível, opte por utilizar transportes públicos.
  4. Proteja as árvores e promova a sua plantação! Parece curioso. Como é que as árvores me vão ajudar a melhorar a qualidade do ar?

As árvores são o mais eficaz depurador do ar. Ou seja, conseguem fixar e absorver partículas poluentes, limpando o ar. Além disso, produzem oxigénio.

As árvores têm a capacidade de absorver o dióxido de carbono presente na atmosfera, responsável pela destruição da camada de ozono e alterações climáticas. E transformam esse dióxido de carbono em oxigénio, o ar que nós respiramos. Por isso, as árvores são tão importantes! Sem elas não poderíamos viver!

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Já pensou nisso? Sempre que proteger as árvores está a proteger o ambiente.

Aposto que nunca tinha analisado as coisas desta forma. Mas é verdade! A vegetação, em particular as árvores, são essenciais para garantir a qualidade do ar.

As árvores são sofisticadas máquinas depuradoras que, além de nos fornecerem o oxigénio que respiramos, absorvem o dióxido de carbono, fixam partículas poluentes, e filtram diversas substâncias nocivas para a nossa saúde.

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Respirar ar puro é essencial para a nossa saúde. As ruas arborizadas, além de bonitas e agradáveis, são comprovadamente benéficas para a saúde física e mental. Além disso, como sabe, as alterações climáticas estão na ordem do dia, e são em grande medida responsabilidade da enorme quantidade de emissões poluentes que produzimos.

Por isso, além de tormarmos medidas no sentido de reduzir as emissões de dióxido de carbono e outros poluentes, é essencial plantar e proteger as árvores nas nossas cidades. Queremos árvores junto aos edifícios, nas ruas, nos quintais, nos jardins, nos estacionamentos. Queremos cidades verdes!

Se não mudarmos comportamentos, chegaremos a um ponto em que já não há retorno…

Lembre-se, que é nos pequenos gestos de todos os dias que podemos contribuir para um mundo melhor.

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