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my green story

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08
Set21

Desenhar com a Natureza

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Sendo eu arquitecta, não posso deixar de falar em Edifícios, e do seu impacto nas cidades.

De acordo com diversos estudos, os edifícios têm enorme impacto não só no consumo de energia, como na emissão de gases com efeito de estufa, no aquecimento global e nas alterações climáticas. E, apesar das alterações climáticas serem um problema global, exigem respostas locais para solucionar os problemas, pois só com atuação a nível local conseguiremos resolver os problemas globais.

Os edifícios e o desenho das nossas cidades podem fazer toda a diferença na mitigação e na adaptação às alterações climáticas. Tanto o espaço público, como os edifícios e suas envolventes devem ser pensados tendo em conta não só o relevo dos terrenos, mas dando especial relevância ao clima onde se inserem. Devem ser desenhados de acordo com a paisagem onde se inserem, e adoptar princípios bioclimáticos ao nível do projecto. Princípios esses, que não são mais que formas de aproveitar o que a natureza nos dá, para conseguir edifícios mais confortáveis, mais eficientes e mais saudáveis. A vegetação é essencial para as nossas cidades, e deve ser pensada como extensão dos Edifícios, pois esta, se for bem pensada, pode ajudar a reduzir os consumos energéticos, a tornar os edifícios mais confortáveis e também mais saudáveis. Não esqueçamos, que além de todos os outros benefícios das plantas, elas purificam o ar, e conseguem absorver metais pesados, que são extremamente nocivos para a nossa saúde.

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É uma abordagem bastante intuitiva, baseada nos princípios da ecologia, mas a verdade é que nos dá verdadeiramente resultados positivos. No fundo são soluções para a Arquitectura e para o Desenho Urbano baseadas na natureza, conhecidas actualmente como “Natured based solutions”, mas também como princípios de arquitectura bioclimática ou arquitectura ecológica. Que no fundo, não são mais que soluções, para os nossos edifícios e para as nossas cidades, que se baseiam nos princípios do respeito pela natureza, e do seu funcionamento, numa perspectiva de circularidade. Como na realidade acontece com os vários ciclos da natureza: ciclo da água, ciclo do carbono, a respiração das plantas…

E a verdade, é que diversos estudos nos têm-nos demonstrado que no desenho urbano, no desenho das cidades, mas também no desenho dos edifícios devemos mimetizar a natureza, isto é, copiar a natureza. Mas não se trata de copiar as suas formas, trata-se de tentar reproduzir os seus ciclos, o seu funcionamento, aproveitar o seu potencial, e encontrar soluções baseadas nos seus metabolismos.

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A Natureza é essencial para o nosso bem-estar físico e psicológico, mas mais do que isso, sem ela não pode haver vida no Planeta.

Chegámos a um ponto em que é crucial mudar a forma como olhamos para a Natureza… repensar as nossas prioridades e valores… e a natureza pode trazer valor económico. Mas para isso temos de alterar a nossa forma de pensar.

Há muito tempo se fala que estamos a esgotar os nossos recursos, estamos a destruir o Planeta.

Agora está na altura de mudar!

Vou dar alguns exemplos:

A presença de árvores nas cidades é essencial a diversos níveis, não só pelos benefícios para a nossa saúde mental e física, mas também porque são o mais eficaz depurador do ar. Conseguem fixar e absorver partículas poluentes, limpando o ar, e além disso, produzem oxigénio.

As árvores têm a capacidade de absorver o dióxido de carbono presente na atmosfera, responsável pela destruição da camada de ozono e pelas alterações climáticas. E transformam esse dióxido de carbono em oxigénio, o ar que nós respiramos.

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As árvores interferem na regulação do nosso clima. Conseguem torna-lo mais ameno, ou seja, menos frio no inverno, e menos quente e seco no verão. Quer isto dizer que não só são essenciais para tornar as nossas cidades mais confortáveis, como ajudam a reduzir os consumos de energia.

Os edifícios também podem ser pensados para aproveitar a água das chuvas. Há diversas formas de o fazer, que irei abordar num próximo post.

Além disso podemos instalar painéis solares térmicos e fotovoltaicos, para assim produzir águas quentes e energia.

Está nas nossas mãos mudar!

Trabalhemos em conjunto por melhores cidades e melhores edifícios!

O planeta é só um, e precisamos dele para viver!

03
Ago21

Cidades Sustentáveis

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Vivemos uma crise ambiental sem precedentes. Estamos a destruir o nosso Planeta. Incêndios violentos destroem o centro da Europa. No norte da Europa, chuvas torrenciais tiram a vida a centenas de pessoas… O que é que precisamos mais para perceber que as alterações climáticas estão a acontecer, e que é urgente agir!

E as cidades têm um papel fundamental na transformação da crise ambiental…

Mas para isso, têm de começar a ser vistas como sistemas ecológicos, e isto tem ser transposto para o planeamento das nossas cidades. Não podemos deixar que as cidades cresçam de forma inconsequente, como se não houvesse um limite para o consumo de solo e de recursos.

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A solução está em pensar a cidade como um metabolismo circular, onde o consumo é reduzido pela implementação de eficiências (eficiência energética, redução de temperaturas, absorção de dióxido de carbono, absorção de água das chuvas, etc), e maximizando a reutilização dos recursos. Devemos reciclar materiais, reduzir o lixo, conservar os recursos não renováveis, insistir no consumo dos renováveis, e maximizar a eficiência ambiental.

E muitas destas eficiências conseguem-se com o desenho urbano, com soluções simples, como a plantação de mais árvores, mas árvores a sério, grandes e com sombra, que possam ajudar a amenizar a temperatura de verão, reter a humidade, e ajudar a infiltrar as águas provenientes das chuvas… queremos árvores de folha caduca junto aos edifícios, coladas às varandas, nas nossas ruas, praças. Queremos cidades em harmonia com a Natureza.

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Uma solução aparentemente tão simples, e que esbarra constantemente com tantos obstáculos…

Precisamos de soluções inovadoras, fora da caixa, mas na generalidade são soluções baseadas no funcionamento da natureza…

Gerir as áreas urbanas tem-se tornado um dos desafios mais importantes do Século XXI. O nosso sucesso ou fracasso na construção sustentável das cidades vai depender da forma como são pensadas. Temos de decidir se queremos continuar a perpetuar os erros do passado, ou somos capazes de ter uma visão inovadora das cidades?

Estamos dispostos a aceitar e experimentar novas soluções? Ou vamos esbarrar sempre na mentalidade de fazer mais do mesmo… apenas a pensar no lucro e em respostas imediatas.

Agora é o momento de pensar o futuro.

A urbanização sustentável é a chave para um desenvolvimento com sucesso. Se forem bem geridas, as cidades podem oferecer oportunidades de desenvolvimento económico, de qualidade ambiental e de equidade social para um grande número de pessoas.

Está nas nossas mãos não deixar repetir os erros do passado.

Lutemos por cidades mais amigas do ambiente, mas também mais amigas dos cidadãos.

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Temos de parar de pensar apenas nos nossos interesses individuais, e pensar que tudo o que construímos nas cidades tem impacto na vida de todos.

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