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my green story

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13
Out21

Alerta OMS

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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Há cerca de 2 dias a OMS publicou um relatório muito preocupante, onde defende que devem ser tomadas medidas urgentes para evitar o avanço das alterações climáticas e assim salvar a vida a milhões de pessoas

“Se não agirmos rapidamente de modo a reverter os efeitos da crise climática, estaremos a avançar para uma catástrofe sanitária iminente”, referem.

E, numa altura em que os diversos países recuperam da crise sanitária e económica provocada pela Covid-19, a OMS alerta que é essencial considerar políticas integradas de saúde e clima, pelo bem da saúde das populações.

No entanto, apesar de todos estes alertas, parecemos um bocadinho indiferentes. Na realidade, acho que grande parte das pessoas ainda não tomou consciência, que as escolhas insustentáveis que fazemos estão a matar o nosso planeta, e as pessoas. E normalmente quem mais sofre, são os mais desfavorecidos. Se não agirmos rapidamente cada vez serão mais frequentes fenómenos como cheias, incêndios, tempestades, secas extremas e outros desastres naturais, como consequência das alterações climáticas. Estes eventos estão a afetar a vida de milhares de pessoas, causando milhares de mortes e ameaçando os sistemas de saúde. Também a qualidade da nossa alimentação está a ser alterada devido ao aquecimento global, a que se somam outros problemas, como a escassez de água, a poluição do ar, da água e dos solos, a disseminação de doenças, como a malária devido ao aumento da temperatura, e o impacto negativo das alterações climáticas na saúde mental das pessoas.

A verdade é que as alterações climáticas são uma das maiores ameaças sanitárias que a Humanidade está a enfrentar, e o mais grave é que nem sequer temos consciência disso.

Só para ter uma ideia da gravidade do problema: a poluição atmosférica, causa, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, cerca de 13 mortes por minuto em todo o mundo.

Felizmente que cada vez mais se fala do tema, mas a verdade é que poucos lhe ligam importância.

De acordo com declarações da diretora do ambiente, alterações climáticas e saúde da OMS. “Reduzir a poluição atmosférica aos níveis recomendados, reduziria o número total de mortes devido à poluição atmosférica em 80%, ao mesmo tempo que reduziria dramaticamente a emissão de gases de estufa, que alimentam as alterações climáticas.

São múltiplas as questões que se relacionam directamente com o ambiente, e com as alterações climáticas, mas os nossos padrões de consumo, a forma como nos deslocamos e a organização das nossas cidades são determinantes para resolver o problema.

O facto de termos cidades maiores, que se espalham pelo território vai obrigar-nos a maiores deslocações, para as quais normalmente utilizamos o automóvel. Isto vai libertar gases poluentes para a atmosfera, e consequentemente agravar as alterações climáticas. A forma como gerimos os resíduos também é essencial. A existência ou não de arborização de grande porte ao longo das ruas, é determinante para a qualidade do ar, e para mitigar os efeitos das alterações climáticas.

Todos estes factores estão intimamente interrelacionados. As cidades são sistemas complexos, e todas as dimensões, todas as escolhas de desenho e organização podem ter um impacto positivo ou negativo no ambiente.

Temos de pensar em soluções baseadas no funcionamento da natureza, e na compreensão dos processos ecológicos. Esta será a melhor forma de prevenir desastres naturais.

Os espaços verdes são essenciais para tornar as nossas cidades mais confortáveis, mais amigas do ambiente e mais resilientes às alterações climáticas.

As árvores têm a capacidade de nos dar conforto bioclimático. É essencial criar uma estrutura verde nas cidades, que permita a continuidade dos espaços verdes. Isto melhora o escoamento hídrico, a absorção de dióxido de carbono, a qualidade do ar, ameniza a temperatura, e aumenta a multifuncionalidade do espaço público. Propicia a utilização do espaço público e a interação entre as pessoas, o que pode claramente favorecer a economia e o comércio local.

Na realidade todos estes factores estão directamente integrados e interrelacionados, e directamente relacionados com o desenho da cidade.

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A agricultura urbana também pode ter um impacto muito positivo no ambiente, se utilizar práticas amigas do ambiente, sem químicos, com utilização de composto como fertilizante, com rotatividade de culturas, sem monoculturas… pois na natureza não há monocultura, as plantas estão intimamente relacionadas…

Se tomarmos em consideração todos estes aspectos, é possível ainda mudar, mas isso obriga a transformar as nossas cidades, mas também a nossa forma de pensar.

Aprenda a olhar para a natureza de modo diferente. Com ela podemos aprender a viver melhor!

31
Ago21

Qualidade do ar

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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A qualidade do ar tem um impacto direto na nossa saúde e bem-estar, e tem também um impacto direto nas alterações climáticas. É por isso importante alertar, sensibilizar, e envolver toda a sociedade Portuguesa para a proteção da qualidade do ar hoje e no futuro.

O ar é um recurso essencial à vida, e a sua qualidade tem implicações directas e indirectas no ambiente, sendo determinante para a saúde pública e bem-estar da população. Estima-se que, algumas partículas e gases poluentes presentes no ar são responsáveis pela morte de cerca de 6000 portugueses todos os anos. E isto é um verdadeiro problema de saúde pública, que só pode ser minimizado com a ajuda de todos.

Queremos cidades saudáveis. E cidades saudáveis têm necessariamente de ter ar puro, de ser limpas e de se desenvolverem em harmonia com a natureza.

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E como é que eu posso contribuir para melhorar a qualidade do ar?

  1. Sempre que optar por não utilizar o automóvel, e fizer pequenos percursos a pé ou de bicicleta está a contribuir para melhorar a qualidade do ar. Os automóveis são responsáveis pela emissão de muitos gases poluentes prejudiciais ao ambiente e à nossa saúde.
  2. Sempre que possível, opte por utilizar transportes públicos.
  3. Poupe energia, pois muita da energia que consumimos liberta gases poluentes na sua produção.
  4. Proteja as árvores e promova a sua plantação! Parece curioso. Como é que as árvores me vão ajudar a melhorar a qualidade do ar?

Mas árvores são o mais eficaz depurador do ar. Ou seja, conseguem fixar e absorver partículas poluentes, limpando o ar. Além disso, produzem oxigénio. As árvores têm a capacidade de absorver o dióxido de carbono presente na atmosfera, responsável pela destruição da camada de ozono e alterações climáticas. E transformam esse dióxido de carbono em oxigénio, o ar que nós respiramos. Por isso, as árvores são tão importantes! Sem elas não poderíamos viver!

Já pensou nisso? Sempre que proteger as árvores está a proteger o ambiente. Aposto que nunca tinha analisado as coisas desta forma. Mas é verdade! A vegetação, em particular as árvores, são essenciais para garantir a qualidade do ar.

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Por isso, se utilizarmos o automóvel de forma racional, ou seja, o menos possível, e transformarmos as nossas cidades em cidades jardim, estamos no bom caminho. Quando falo em cidades jardim, não se trata de criar jardins (não me refiro ao conceito do Ebenezer Howard), trata-se sobretudo de arborizar passeios em todas as ruas, mesmo nas zonas mais rurais, arborizar os nossos quintais, arborizar as praças, os estacionamentos. Aumentar as zonas não pavimentadas. Só assim conseguiremos cidades mais saudáveis. Não é possível ter cidades saudáveis, sem uma abundante cobertura arbórea. Só assim conseguiremos ar de qualidade.

Respirar ar puro é essencial para a nossa saúde. As ruas arborizadas, além de bonitas e agradáveis, são comprovadamente benéficas para a saúde física e mental.

Além disso, como sabe, as alterações climáticas são em grande medida responsabilidade da enorme quantidade de emissões poluentes que produzimos. Se não mudarmos comportamentos, se não transformarmos as nossas cidades, chegaremos a um ponto em que já não há retorno…

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Lembre-se, que é nos pequenos gestos de todos os dias que podemos contribuir para um mundo melhor.

Tente utilizar menos o automóvel, e sempre que possível vá a pé ou de bicicleta, está a contribuir para reduzir as emissões de poluentes, está a poupar dinheiro, e está a melhorar a sua saúde.

E comece a olhar para as árvores de outra forma. Proteja-as! Não as diabolize…

Está nas suas mãos mudar!

Não esqueça! Os seus gestos fazem a diferença!

23
Jul21

Qualidade do ar

Elsa Caeiro e Elsa Santos

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A qualidade do ar tem um impacto direto na nossa saúde e bem-estar, e está também diretamente relacionada com a questão das alterações climáticas.

O ar é um recurso essencial à vida, e a sua qualidade tem implicações directas e indirectas no ambiente, sendo determinante para a saúde pública e bem-estar da população.

Estima-se que, algumas partículas e gases poluentes presentes no ar são responsáveis pela morte de cerca de 6000 portugueses todos os anos.

Normalmente quando pensamos nisso, pensamos que a culpa é das fábricas. Mas elas representam uma ínfima parte do problema. As emissões poluentes são em grande medida produzidas pelas nossas cidades, pelo transporte, e por práticas de pecuária e agricultura intensiva.

E é um problema, que nos afecta a todos, mas que também só pode ser minimizado com o contributo de todos. É por isso importante alertar, sensibilizar, e envolver toda a sociedade para a proteção da qualidade do ar hoje e no futuro.

E como é que eu posso contribuir para melhorar a qualidade do ar?

  1. Sempre que optar por não utilizar o automóvel, e fizer pequenos percursos a pé ou de bicicleta está a contribuir para melhorar a qualidade do ar.
  2. Os automóveis são responsáveis pela emissão de muitos gases poluentes prejudiciais ao ambiente e à nossa saúde.
  3. Sempre que possível, opte por utilizar transportes públicos.
  4. Proteja as árvores e promova a sua plantação! Parece curioso. Como é que as árvores me vão ajudar a melhorar a qualidade do ar?

As árvores são o mais eficaz depurador do ar. Ou seja, conseguem fixar e absorver partículas poluentes, limpando o ar. Além disso, produzem oxigénio.

As árvores têm a capacidade de absorver o dióxido de carbono presente na atmosfera, responsável pela destruição da camada de ozono e alterações climáticas. E transformam esse dióxido de carbono em oxigénio, o ar que nós respiramos. Por isso, as árvores são tão importantes! Sem elas não poderíamos viver!

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Já pensou nisso? Sempre que proteger as árvores está a proteger o ambiente.

Aposto que nunca tinha analisado as coisas desta forma. Mas é verdade! A vegetação, em particular as árvores, são essenciais para garantir a qualidade do ar.

As árvores são sofisticadas máquinas depuradoras que, além de nos fornecerem o oxigénio que respiramos, absorvem o dióxido de carbono, fixam partículas poluentes, e filtram diversas substâncias nocivas para a nossa saúde.

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Respirar ar puro é essencial para a nossa saúde. As ruas arborizadas, além de bonitas e agradáveis, são comprovadamente benéficas para a saúde física e mental. Além disso, como sabe, as alterações climáticas estão na ordem do dia, e são em grande medida responsabilidade da enorme quantidade de emissões poluentes que produzimos.

Por isso, além de tormarmos medidas no sentido de reduzir as emissões de dióxido de carbono e outros poluentes, é essencial plantar e proteger as árvores nas nossas cidades. Queremos árvores junto aos edifícios, nas ruas, nos quintais, nos jardins, nos estacionamentos. Queremos cidades verdes!

Se não mudarmos comportamentos, chegaremos a um ponto em que já não há retorno…

Lembre-se, que é nos pequenos gestos de todos os dias que podemos contribuir para um mundo melhor.

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